São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

TEACHess transforma partidas de xadrez em aulas faladas com análise de motor

Protótipo de André Elias combina conversa por voz, histórico da partida e avaliações do Stockfish para orientar o jogador em tempo real.

TEACHess transforma partidas de xadrez em aulas faladas com análise de motor

O TEACHess, criado pelo desenvolvedor André Elias, acompanha partidas de xadrez e oferece explicações faladas sobre os lances. O protótipo aberto teve o código publicado no GitHub e permite interromper a conversa para esclarecer dúvidas relacionadas à posição em andamento.

A interação é conduzida pelo GPT-Live-1, da OpenAI, modelo de voz lançado na API em setembro. A tecnologia funciona em modo full-duplex, com capacidade de ouvir e falar simultaneamente, além de lidar com pausas e interrupções. Durante a partida, o sistema pode comentar movimentos, desenhar setas e marcar casas no tabuleiro.

Motor e contexto da partida

A avaliação das posições fica a cargo de uma versão do Stockfish 18, executada diretamente no navegador. O motor examina os lances legais antes que eles sejam usados nas explicações, o que reduz o risco de a inteligência artificial indicar movimentos inexistentes naquela posição.

No backend, o projeto usa o GPT-5.6 Luna, um modelo de texto que pode consultar a posição atual, o histórico da partida, as linhas calculadas pelo Stockfish e as avaliações dos movimentos. Para falar com o professor durante o jogo, o usuário segura a barra de espaço. As respostas consideram o estado do tabuleiro e o que já ocorreu na partida.

O adversário também é controlado pelo Stockfish. As opções de força correspondem a 1.320, 1.700 e 2.200 de Elo. O sistema ainda registra anotações da sessão, incluindo o nome do jogador, a abertura que ele quer praticar e planos citados na conversa.

Requisitos e custo

O TEACHess continua sendo um protótipo, não uma plataforma educacional finalizada. A execução local exige Node.js e uma chave da API da OpenAI. O uso da camada de voz custa US$ 0,05 por minuto; as chamadas aos modelos e às ferramentas do backend são cobradas separadamente.

A proposta é usar modelos de voz não apenas para responder perguntas, mas para acompanhar uma atividade, consultar ferramentas especializadas e conversar sobre o que o usuário faz naquele momento.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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