São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

PCDF registra 54.729 crimes virtuais no DF entre 2025 e 2026

Estelionato, falsa identidade e ameaça lideram os registros; golpes usam principalmente transferências via PIX.

PCDF registra 54.729 crimes virtuais no DF entre 2025 e 2026

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) registrou 54.729 crimes praticados pela internet entre janeiro de 2025 e março de 2026. Estelionato, falsa identidade e ameaça foram as ocorrências mais frequentes. Julho de 2025 concentrou o maior número de registros no período.

Em setembro de 2023, foram contabilizados mais de 37 mil casos de estelionato e 5.443 ocorrências de furto mediante fraude em Brasília. De acordo com a PCDF, os crimes são cometidos majoritariamente por meio de transferências via PIX.

Entre os demais registros estão injúria, possível tentativa de estelionato, crimes contra pessoa idosa, invasão de dispositivo informático, difamação, perseguição, calúnia, pornografia, crimes sexuais e injúria racial.

Como os golpes funcionam

A advogada Fernanda Rúbia, especialista em direito digital, afirma que a maior parte das fraudes começa com a criação de uma identidade falsa. Os criminosos podem se passar por bancos, empresas, familiares ou órgãos públicos e usar dados verdadeiros da vítima para tornar a abordagem mais convincente.

A responsabilização também depende da forma como o golpe é aplicado. No estelionato, a vítima é enganada e faz a transferência. No furto mediante fraude, o criminoso usa a fraude para retirar o dinheiro sem o consentimento da pessoa afetada.

“A maior parte desses golpes utiliza engenharia social”, disse Fernanda. Segundo ela, o criminoso busca ganhar a confiança da vítima ou criar uma situação de urgência para obter informações, induzir o acesso a um link ou conseguir uma transferência.

A empresária Natasha Rosa relatou ter sido vítima do golpe do advogado falso. Uma amiga de infância, que é advogada, havia informado que Natasha poderia receber valores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Depois, criminosos usaram a foto da amiga em um número falso e disseram que a empresária teria cerca de 16 mil reais a receber por uma ação.

Os golpistas fizeram uma chamada de vídeo, confirmaram dados pessoais e apresentaram informações sobre o suposto processo. Em seguida, enviaram um link e um código apresentado como número do processo. Ao acessar o conteúdo, Natasha autorizou uma transferência de 10 mil reais em seu cartão de crédito. A fraude foi percebida quando tentaram cobrar mais 10 mil reais.

A PCDF orienta vítimas a registrar Boletim de Ocorrência, presencialmente ou pela internet, guardar provas e capturas de tela e comunicar imediatamente o banco. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo canal 197 Denúncia on-line, pelo telefone 197, na opção 0, ou pelo WhatsApp (61) 98626-1197.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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