O motoclube Esquadrão de Cristo (ECMC) oferece apoio espiritual a motoboys durante paradas no trânsito. A iniciativa, chamada pelo presidente do grupo, Narciso França, de blitz do motoboy, começou após a pandemia e funciona como um pit stop enquanto o sinal está vermelho.
Durante a abordagem, os motociclistas recebem um lanche, um adesivo para o capacete e uma oração. O grupo também prega a palavra de Deus antes de liberar os profissionais, em uma dinâmica descrita por Narciso como semelhante à de um serviço de alimentação rápida.
A ação considera a rotina de trabalhadores que entregam comida mesmo quando estão com fome. Segundo o presidente do ECMC, alguns deixam de fazer uma refeição para abastecer a motocicleta ou levar dinheiro para casa. “Você já parou para pensar que muitas das vezes o motoboy vai deixar um lanche na sua casa e ele está com fome?”, disse.
Narciso também afirma que os motoboys são uma categoria marginalizada e ficam expostos a riscos de acidente por longos períodos no trânsito. Ele explica que o ruído dos escapamentos é usado como alerta para outros motoristas sobre a aproximação de uma motocicleta.
Missão religiosa e ações sociais
O Esquadrão de Cristo se define como um grupo missionário voltado à pregação do evangelho e ao motociclismo. Apesar da missão evangélica, o clube afirma não ser uma igreja. A organização reúne integrantes de diferentes denominações, como assembleianos, presbiterianos, batistas e metodistas.
A atuação do grupo também inclui ações sociais com mulheres em situação de vulnerabilidade, crianças e pessoas em casas de recuperação. O motoclube promove campanhas do agasalho e de arrecadação de brinquedos e alimentos. Depois, reúne os materiais e faz doações a entidades.
Ao explicar a combinação entre fé e motociclismo, Narciso afirmou: “A gente aproveita e vai de moto” para cumprir a missão de pregar o evangelho.







