São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Microsoft deixa de usar marca Copilot+ PC em novos computadores Surface

Modelos lançados em 2026 mantêm os requisitos técnicos da categoria, mas não são mais divulgados com o rótulo criado em 2024.

Microsoft deixa de usar marca Copilot+ PC em novos computadores Surface

A Microsoft deixou de usar a marca Copilot+ PC nos novos computadores Surface lançados em 2026. Os modelos continuam atendendo aos requisitos técnicos definidos anteriormente para a categoria, mas não são mais apresentados com essa identificação.

Brett Ostrum, vice-presidente corporativo responsável pela linha Surface, confirmou a mudança. “não são chamados de Copilot+ PCs”, afirmou ele, acrescentando que os computadores seguem cumprindo todos os requisitos estabelecidos pela Microsoft.

Desempenho deixou de diferenciar a categoria

A marca foi criada em 2024 para identificar computadores com recursos avançados de inteligência artificial. Um dos critérios centrais era a presença de uma unidade de processamento neural (NPU) capaz de atingir pelo menos 40 TOPS, permitindo a execução local de diferentes tarefas de IA.

Com a evolução do hardware, porém, NPUs mais rápidas passaram a aparecer em várias famílias de processadores. A capacidade que ajudava a distinguir os Copilot+ PCs tornou-se menos incomum, reduzindo a necessidade de manter uma categoria específica.

Kedar Kondap, vice-presidente sênior de computação da Qualcomm, disse que o objetivo inicial era estabelecer uma referência de desempenho para NPUs. Segundo ele, a indústria pode continuar oferecendo as mesmas experiências sem necessariamente adotar a expressão Copilot+ PC. Isso ajuda a explicar por que computadores que poderiam se enquadrar tecnicamente na categoria deixaram de ser promovidos dessa forma.

Recall afetou a adoção da marca

O lançamento da plataforma também foi marcado por dificuldades relacionadas ao Recall. A ferramenta registra periodicamente o conteúdo exibido na tela para permitir a localização posterior de aplicativos, páginas e arquivos acessados.

Pesquisadores de segurança criticaram o recurso, levando a Microsoft a adiar sua estreia e alterar seu funcionamento. Depois disso, fabricantes reduziram gradualmente o uso da marca em seus materiais de divulgação.

A retirada do rótulo não representa o abandono dos recursos de inteligência artificial nos computadores com Windows. A Microsoft continua promovendo funções associadas à categoria, como Recall, pesquisa aprimorada, legendas em tempo real e Windows Studio Effects. A estratégia de executar tarefas localmente por meio de NPUs permanece, mas sem a necessidade aparente de transformar essa capacidade em uma categoria separada.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5