São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Candidatos ao governo do DF divergem sobre serviços públicos e gestão

Debate teve críticas à ausência de Celina Leão e propostas para transporte, saúde, educação, habitação e combate à corrupção.

Candidatos ao governo do DF divergem sobre serviços públicos e gestão

A ausência de Celina Leão dominou a abertura do debate entre os candidatos ao Governo do Distrito Federal, realizado nesta segunda-feira (21/9). Convidada, a governadora e candidata à reeleição não participou. A assessoria informou que ela estava envolvida nas atividades do cargo.

José Roberto Arruda, Leandro Grass, Paula Belmonte, Kiko Caputo e Ricardo Cappelli participaram do encontro, organizado em quatro blocos com perguntas entre os candidatos, questionamentos de jornalistas e participação de telespectadores. Arruda associou a presença no debate à disposição para governar: “Acho que quem foge do debate não tá preparado para governar.”

Transporte, saúde e assistência social

Grass apresentou a proximidade com o governo federal como caminho para atrair investimentos ao Distrito Federal. Para o transporte, defendeu a ampliação de linhas e horários de ônibus, a expansão do metrô, a implantação de trens de superfície e do BRT Norte. Também propôs relicitar os contratos com as empresas de ônibus e reforçar a fiscalização.

Na área social, prometeu manter e ampliar benefícios. Entre as propostas está o chamado “cartão na mão”, que permitiria às famílias escolher os alimentos que vão comprar. O candidato também criticou a situação da fome e da pobreza no Distrito Federal e atribuiu o cenário à atual administração.

Cappelli concentrou seu discurso nos serviços públicos. Para a saúde, prometeu zerar a fila de cirurgias e exames com a contratação de 5 mil médicos. No transporte, defendeu que as necessidades dos usuários estejam acima da disputa ideológica e citou o relato de uma moradora, Dona Diva.

O candidato também propôs isenção de IPVA para motoristas de aplicativo, entregadores e motociclistas de até 180 cilindradas. Na habitação, apresentou o programa “A casa é sua”, voltado à regularização de imóveis.

Educação e participação feminina

Paula Belmonte se apresentou como candidata independente e sem compromissos com grupos políticos. A deputada federal e distrital destacou a participação feminina na política, apresentou o vice, Everardo Alves Ribeiro, e prometeu criar um gabinete dedicado ao combate à corrupção.

Para a educação, defendeu escolas em tempo integral com alimentação e novas disciplinas. A proposta inclui matemática financeira, empreendedorismo e tecnologia. Belmonte também afirmou que as meninas estão desamparadas nas escolas e relacionou a evasão no ensino médio à necessidade de apoio em situações como a gravidez precoce.

Ao final, retomou o discurso de independência política e afirmou: “Não tenho rabo preso com ninguém, as minhas mãos estão limpas e a gente precisa fazer a política acontecer de verdade”.

Gestão, tecnologia e obras

Kiko Caputo se definiu como candidato de direita e criticou a chamada “velha política”. Ele propôs reduzir o número de secretarias de mais de 30 para menos de 20 e eliminar cargos comissionados escolhidos por indicação política. Também defendeu a digitalização dos serviços públicos e usou o Detran como exemplo.

O candidato mencionou o caso envolvendo o BRB para criticar a atual gestão e encerrou sua participação com a defesa de um “choque de honestidade, gestão e transparência”.

Arruda recorreu à experiência de governos anteriores e citou obras como a EPTG, hospitais e a expansão do metrô. Questionado sobre a situação jurídica da candidatura, disse que está apto a disputar a eleição e que estará na urna.

Na área social, prometeu retomar os programas Pão e Leite e cesta básica, além de criar o “Mãezinha Brasiliense”. Para a habitação, propôs a entrega de 10 mil lotes urbanizados por ano, acompanhados de um cheque de R$25 mil para a construção. Também prometeu cinco novos hospitais e novas expansões do metrô.

Na transparência, defendeu o uso de plataformas digitais para divulgar informações sobre os gastos públicos e permitir o acompanhamento dos recursos por moradores e jornalistas.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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