O ex-governador José Roberto Arruda afirmou que não apoiará Celina e Gustavo Rocha caso o PSD confirme apoio às candidaturas. A declaração foi reiterada na madrugada de segunda-feira, 28, depois de Arruda tomar conhecimento da possibilidade de acordo entre seu partido e os dois nomes.
“Eles não terão o meu apoio”, disse Arruda. Em seguida, afirmou respeitar quem optar por essa posição, mas declarou que não contará com seu voto.
O ex-governador também mencionou repetidamente Gustavo Rocha, a quem atribui participação relevante na preparação do projeto de sua impugnação. Desde então, Arruda evitou novas atividades políticas. No domingo, porém, caminhou pelo Parque da Cidade e acompanhou a apresentação de um grupo de choro. Sobre o momento político, limitou-se a dizer: “quando tudo é triste a gente vai caminhar no parque, ouve um chorinho e o dia fica mais alegre”.
Apoio de adversários
Uma mensagem divulgada junto da nova manifestação de Arruda reuniu adversários que haviam se alinhado nos debates contra Celina Leão. Paula Belmonte afirmou manter conversas com o ex-governador há algum tempo e disse ter aprendido a conhecê-lo. Na mesma fala, defendeu uma reforma no Judiciário.
Kiko Caputo declarou conhecer Arruda há 30 anos e considerou equivocada a decisão judicial. Leandro Grass disse ter desenvolvido uma relação de respeito com o ex-governador e afirmou que propostas apresentadas por Arruda também serão incorporadas ao debate. Grass participou de carreatas durante o fim de semana e na segunda-feira.
Ricardo Cappelli afirmou que Celina e Ibaneis nunca quiseram a candidatura de Arruda e trabalharam para impedir a sua própria candidatura, porque preferiam enfrentar o PT. Ao final, Maria de Lourdes Abadia e Carol Fleury, candidatas a deputadas pelo PSD, lamentaram a saída de Arruda.








