São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Tecnologia

Trump rejeita freio na inteligência artificial e cita risco de vantagem chinesa

Em ligação exibida durante evento em Los Angeles, presidente dos EUA minimizou temores sobre a tecnologia e defendeu avanço com segurança.

Trump rejeita freio na inteligência artificial e cita risco de vantagem chinesa
Foto: FotoField/Shutterstock

Donald Trump defendeu a continuidade do desenvolvimento da inteligência artificial e afirmou que reduzir o ritmo do setor poderia favorecer a China. O presidente dos Estados Unidos participou por telefone de uma conversa exibida no palco do All-In Summit, durante a palestra de Jensen Huang, CEO da Nvidia, nesta segunda-feira (14).

Trump classificou como uma “farsa” os temores sobre os riscos da tecnologia e disse que os Estados Unidos deveriam ser cuidadosos, mas não interromper o avanço da IA. “Os robôs não vão dominar”, afirmou o presidente durante a ligação, acompanhada pelo público do evento.

A posição foi apresentada enquanto pesquisadores e executivos do Vale do Silício discutem uma desaceleração coordenada no desenvolvimento de sistemas de IA. A proposta permitiria que as empresas tivessem mais tempo para criar mecanismos de segurança.

Segurança e liderança tecnológica

Huang concordou que os Estados Unidos podem manter o avanço sem abandonar a segurança. “Os Estados Unidos são capazes de liderar — e fazer isso com segurança”, afirmou o executivo.

O CEO da Nvidia também disse que os principais laboratórios do setor estão passando por uma transformação difícil. Segundo ele, essas organizações deixaram de atuar predominantemente como centros de pesquisa e se aproximaram de estruturas de engenharia.

Huang afirmou que a segurança da IA é primordial, mas rejeitou a necessidade de frear o desenvolvimento da tecnologia. A Nvidia ocupa posição central nesse processo por fabricar os chips usados em grande parte da infraestrutura voltada à inteligência artificial.

Debate sobre previsões de risco

A discussão ganhou força depois que Jacob Coxon, ex-pesquisador da Anthropic, deixou a empresa e declarou que pessoas envolvidas no desenvolvimento da IA acreditam que a tecnologia poderia matar todos nós até o fim da década.

Durante o evento, Huang elogiou a decisão de Coxon de falar publicamente sobre segurança, mas diferenciou a denúncia de problemas internos de previsões sobre o futuro da tecnologia. Ele afirmou não saber exatamente o que o pesquisador teria testemunhado dentro da Anthropic.

Trump e Huang defendem que os Estados Unidos preservem a velocidade de desenvolvimento para manter a liderança tecnológica, enquanto pesquisadores e executivos pedem mais cautela diante da evolução de modelos cada vez mais capazes.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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