A Spirit AI desenvolve modelos de inteligência artificial para que robôs humanoides interpretem comandos de voz e executem tarefas físicas complexas. A startup chinesa pretende levar essa tecnologia primeiro para linhas de produção e serviços comerciais, enquanto trabalha para superar a atual limitação do software no setor.
O cofundador e cientista-chefe Gao Yang afirmou que “o cérebro é, de fato, o elo mais fraco em toda a pilha de robótica”. A empresa projeta avanços no ambiente fabril e comercial antes de ampliar o uso dos robôs para residências.
A expectativa da Spirit AI é permitir interações em linguagem natural até meados de 2027. Gao prevê que a empresa alcance, nesse período, o que chama de marco do GPT-3.0: o usuário poderá conversar com um robô, que tentará cumprir a solicitação por meio de uma sequência de ações físicas.
Dados de situações reais
Em vez de usar simulações virtuais como principal fonte de treinamento, a startup recorre a cerca de mil contratados equipados com sensores para registrar movimentos cotidianos. A estratégia busca aprimorar a capacidade dos algoritmos de lidar com situações do mundo físico.
Dezenas de robôs Moz1, equipados com rodas, já atuam em linhas de produção da CATL e da varejista JD.com. A Spirit AI captou mais de US$ 670 milhões, cerca de R$ 3,41 bilhões, desde sua fundação em 2024. A empresa é avaliada em 20 bilhões de yuans, equivalentes a US$ 2,9 bilhões ou aproximadamente R$ 14,76 bilhões.
O índice de sucesso em tarefas simples, realizadas em ambientes estruturados de sala de estar, chegou a 90%. Ainda assim, movimentos delicados, como desenroscar uma tampa de garrafa, permanecem entre os desafios de engenharia.
Na segurança física, os robôs utilizam controle de força em todo o corpo e acionam automaticamente a frenagem de emergência quando identificam força excessiva na interação com o ambiente. A Spirit AI busca, assim, transferir a inteligência artificial das telas para aplicações físicas em fábricas e serviços comerciais.







