Rumores sobre a próxima geração do PlayStation indicam que a Sony pode preparar até três aparelhos: um PS6 principal, um portátil e uma versão doméstica mais barata. A estratégia, porém, reacende uma dificuldade já enfrentada pela companhia, segundo Shawn Layden, ex-presidente e CEO da Sony Interactive Entertainment America e ex-presidente da Worldwide Studios.
Em entrevista a Reiss “Kiwi Talkz” Reilly, Layden afirmou que a Sony “realmente tem dificuldades para vender dois hardwares diferentes ao mesmo tempo”. A avaliação considera sua experiência durante o período em que a empresa administrou simultaneamente o PSP e o PlayStation 3.
O executivo destacou que o sucesso do PSP não eliminou os obstáculos para vender o console doméstico. Naquele momento, enquanto a companhia trabalhava com o portátil, ele lidava com dificuldades para vender o PS3. Para Layden, o desafio envolve mais do que a engenharia necessária para manter plataformas distintas: verbas de marketing precisam ser divididas e decisões internas podem favorecer um produto em detrimento de outro.
Rumores sobre o PS6
As especulações ganharam força em abril, com informações atribuídas ao canal Moore’s Law Is Dead sobre três configurações. O PS6 principal teria uma APU de codinome Orion. O portátil e uma segunda máquina mais simples usariam o chip Canis.
A possibilidade de um PS6 Lite foi contestada por Kepler_L2. Para ele, transformar o hardware portátil em uma versão doméstica mais simples poderia aumentar as dificuldades de otimização para os desenvolvedores, principalmente pelas diferenças entre produzir jogos para uma tela portátil e para uma televisão 4K.
Outra alegação aponta que a Sony estaria em uma fase preliminar de engenharia de um console compacto e mais simples. O aparelho custaria aproximadamente US$ 699, teria desempenho próximo ao PS5 Pro e manteria recursos de nova geração relacionados à reconstrução de imagem, ao aprendizado de máquina e ao ray tracing.
O lançamento ocorreria depois do PS6 principal, cujo preço é estimado em cerca de US$ 1.000. Nesse cenário, o modelo mais barato reduziria a barreira de entrada para consumidores que não quisessem pagar pelo aparelho avançado, mas acrescentaria mais uma configuração ao ecossistema.
A Sony também precisaria definir funções claras para cada dispositivo: um console de alto desempenho, um portátil e uma alternativa doméstica de menor preço. Para os desenvolvedores, a questão seria limitar as diferenças de desempenho sem ampliar excessivamente o trabalho para fazer o mesmo jogo funcionar em todas as versões.
Layden sugeriu ainda uma alternativa mais ampla caso a Sony decida voltar ao mercado portátil: concentrar as atividades de games nessa plataforma intermediária, em vez de tentar sustentar ao mesmo tempo um portátil e um console doméstico tradicional.







