São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

Caso de empreendedora expõe risco migratório para negócios em Portugal

Rachel Marton teve um projeto de cibersegurança aprovado pelo IAPMEI, mas recebeu negativa da AIMA para morar legalmente no país.

Caso de empreendedora expõe risco migratório para negócios em Portugal
Foto: arquivo pessoal

A empresária brasileira Rachel Marton e seu marido foram escolhidos pelo IAPMEI (Agência para a Competitividade e Inovação) para implementar um projeto de cibersegurança em Portugal por meio do programa Startup Visa. A iniciativa busca atrair empreendedores e investimentos estrangeiros para o setor de inovação.

Apesar da aprovação do projeto, a AIMA (Agência para a Integração, Migrações e Asilo) negou o pedido de autorização de residência feito por Marton. A decisão deixou a empresária e seus dois filhos sem documentação legal em Portugal, segundo as informações sobre o caso.

A situação evidencia uma separação entre a aprovação institucional do negócio e a autorização para que a pessoa responsável por executá-lo permaneça no país. Para empresas em processo de internacionalização, o episódio mostra que a avaliação de uma expansão não se limita ao potencial do produto ou às condições do mercado. A regularização migratória e os riscos documentais também precisam ser considerados.

Efeitos sobre a família e a empresa

Sem o título de residência, a permanência da família no país fica sem respaldo legal. O indeferimento também afeta a estabilidade dos filhos e restringe o acesso a serviços essenciais e à integração no país.

A incerteza migratória ainda suspende o investimento e o desenvolvimento da startup de cibersegurança. O impasse atinge uma área estratégica para o ecossistema brasileiro de tecnologia, pressionada pelo crescimento das fraudes digitais e pela consolidação da LGPD.

O caso ocorre em um contexto de atrasos e incertezas nos processos de concessão de vistos e autorizações em Portugal, após a reestruturação dos serviços de imigração e a criação da AIMA. Essas dificuldades também afetam trabalhadores, estudantes e investidores estrangeiros.

O Brasil tem sido a maior comunidade de estrangeiros em Portugal e uma origem relevante de fundadores que usam o país como porta de acesso ao mercado europeu. Para esses empreendedores, a aprovação em um programa de inovação não assegura, por si só, a autorização para viver no país e conduzir a operação.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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