A liderança feminina ainda é uma realidade minoritária nas empresas. O estudo “Panorama Mulheres 2025”, realizado pelo Insper, identificou mulheres à frente de 39 dos 224 negócios com presidência formalizada. O grupo representa 17,4% das empresas analisadas, que somaram 310 organizações.
Alcançar a liderança muda a relação da profissional com as decisões. Se antes muitas escolhas eram direcionadas a ela, ao assumir o comando passa a definir caminhos, assumir riscos e lidar com as consequências. Nesse processo, o amadurecimento profissional se torna mais evidente.
A posição também altera a forma como a competência é percebida pela própria líder. Muitas mulheres chegam a esses cargos depois de enfrentar a necessidade de provar continuamente seu desempenho. Com isso, o erro pode parecer mais ameaçador. A liderança, porém, exige reconhecer que nem sempre existe uma resposta perfeita e que avaliar, corrigir e aprender fazem parte das responsabilidades do cargo.
Da execução à formação de equipes
Outra transformação ocorre na administração do tempo. O aumento das responsabilidades impede que a líder concentre todas as tarefas em si mesma. Delegar, confiar na equipe, distribuir atribuições e desenvolver pessoas passam a ter importância equivalente à execução individual do trabalho.
A liderança, nesse sentido, não se resume a estar à frente de todas as atividades. Também envolve criar condições para que a equipe avance em conjunto. A mudança de perspectiva exige que a profissional deixe de buscar aprovação a cada decisão e assuma a responsabilidade pelas escolhas feitas.
A presença de mulheres em posições de comando ainda produz um efeito sobre outras profissionais. Ao se tornar referência, a líder pode abrir portas e mostrar que aquele espaço pode ser ocupado por mais mulheres. A chegada ao topo da carreira, portanto, também inaugura uma nova responsabilidade: definir que tipo de liderança será exercida e quais oportunidades permanecerão abertas para as próximas profissionais.








