São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Tecnologia

Crimson Moon aposta em cooperação online, mas perde variedade com o tempo

Soulslike combina combate corpo a corpo, elementos de hack ’n’ slash e multiplayer cooperativo, com limitações em armas e mecânicas.

Crimson Moon combina a estrutura de um soulslike com multiplayer cooperativo online e elementos de jogos hack ’n’ slash. O jogador assume o papel de um nefilim, ser meio humano e meio anjo criado para defender a humanidade com poderes sobrenaturais enquanto enfrenta demônios em busca de cumprir uma profecia.

A proposta coloca o título em partidas PVE (Player Versus Environment), nas quais os jogadores enfrentam apenas inimigos controlados pelo computador. Um lobby permite escolher fases, definir a dificuldade e convidar outras pessoas para o cooperativo. A estrutura reduz a barreira de entrada comum ao gênero e também inclui vidas extras e modo fácil.

Combate e apresentação

O sistema de combate reúne barra de stamina, ataques leves e pesados, além de risco e recompensa, com golpes especiais, execuções e uma habilidade ultimate. A combinação mantém a jogabilidade acessível tanto para iniciantes quanto para quem já conhece os gêneros envolvidos. O foco, porém, permanece no combate corpo a corpo.

A arte acompanha a temática angelical e as forças divinas. Os cenários e personagens são detalhados, com uma estética que remete à série Darksiders. Embora não estejam entre os melhores gráficos da atualidade, o design e a direção visual ajudam a reforçar a escala celestial do jogo.

Limitações de armas e repetição

A variedade de equipamentos é menor do que a esperada para um soulslike. As armas de uma mão incluem espadas, machados e martelos, enquanto as de duas mãos ficam concentradas na categoria de armas de haste, que reúne machados largos, foucinhos e alabardas. Cada grupo compartilha praticamente o mesmo conjunto de movimentos; as principais diferenças aparecem nas habilidades especiais.

O loot utiliza atributos randomizados, mas é comum encontrar equipamentos inferiores aos já usados. Isso reduz o impacto da mecânica de obtenção de itens. Com o avanço da campanha, fases semelhantes, objetivos concentrados em eliminar inimigos e coletar relíquias e a pouca variedade de adversários também tornam as partidas repetitivas.

O combate sofre com quantidade limitada de ataques. Não há golpes de esquiva, quebra de guarda ou combos pesados, e a ausência de feitiços restringe ainda mais as opções. O multiplayer pode diminuir o desgaste, mas não elimina a repetição para todos os jogadores.

Mira e aparada

O travamento da câmera é instável: pode mudar para ângulos ruins e trocar automaticamente de alvo. O problema se agrava em espaços apertados e contra chefes. Riposte e backstab também falham com frequência, fazendo o personagem executar um ataque comum.

A aparada tem uma janela de ação pequena e exige o uso de um botão separado do bloqueio. Como resultado, a mecânica é punitiva e pouco compensatória para quem ainda não a domina.

Crimson Moon entrega uma alternativa cooperativa para o soulslike, com apresentação visual consistente, combate direto e preço de R$ 72,95. A proposta pode atrair fãs do gênero e jogadores interessados em hack ’n’ slash ou experiências cooperativas PVE, embora a escassez de armas, a repetição e os problemas de mira limitem a experiência no longo prazo.

O lançamento está previsto para 01 de setembro de 2026, com versões para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. O jogo terá interface e legendas em PT-BR, além de disponibilidade na Steam, PlayStation Store e Microsoft Store. A desenvolvedora e a distribuidora são a ProbablyMonsters.

Nos requisitos mínimos para PC, o jogo pede Windows 11, processador Intel Core i5-8400 / AMD Ryzen 5 2600, 16 GB de RAM, placa de vídeo Nvidia GeForce GTX 1070 / AMD Radeon RX 5700 / Intel Arc A580, DirectX Versão 12 e 50 GB de espaço disponível. A configuração recomendada inclui Intel Core i7-10700K / AMD Ryzen 5 5600X, 32 GB de RAM e Nvidia GeForce RTX 3070 / AMD Radeon RX 6700 XT / Intel Arc A770. Em ambos os casos, é necessário um sistema de 64 bits e placa de som com Surround. O título não tem compatibilidade com VR.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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