A permanência de Romeu Zema na disputa pela Presidência da República é incerta. Interlocutores políticos avaliam como real a possibilidade de o ex-governador de Minas Gerais abandonar a candidatura, e esta terça-feira, 29, é tratada como prazo decisivo para a escolha entre manter o projeto ou deixar a corrida ao Planalto.
A definição precisa ser tomada rapidamente para que a eventual desistência seja formalizada e comunicada aos eleitores antes do primeiro turno. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu publicamente o recuo nesta segunda-feira, 28. Zema também enfrenta resistência dentro do Novo.
Pressão no Novo
Os argumentos apresentados ao político se concentram em dois pontos: formar uma união da direita contra o PT e preservar sua imagem política. Integrantes do partido avaliam que a migração do voto útil pode reduzir o desempenho de Zema nas urnas e deixá-lo enfraquecido ao fim da disputa nacional.
O ex-governador construiu sua trajetória política no Executivo mineiro. Foi eleito governador de Minas Gerais em 2018, no segundo turno, com 71,80% dos votos válidos. Em 2022, venceu novamente, desta vez no primeiro turno, com 56,18%.
Zema também atingiu 64,6% de aprovação em pesquisas de opinião realizadas em abril e outubro de 2025, conforme levantamento do Paraná Pesquisas. Neste ano, porém, não avançou na corrida presidencial nem conseguiu reunir apoio significativo para Matheus Simões, seu substituto na disputa pelo governo estadual.
A renúncia ao cargo de governador teve como objetivo permitir a candidatura presidencial, dar palanque ao Novo e contribuir para o crescimento das bancadas do partido na Câmara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas. Durante o primeiro turno, a prioridade declarada foi impulsionar candidaturas ao Legislativo, estratégia ligada à ampliação do tempo de televisão e ao aumento do acesso aos recursos do fundo partidário e do fundo eleitoral.







