São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Zema mantém críticas a Flávio Bolsonaro por relação com Vorcaro

Pré-candidato afirmou que pessoas que se aproximaram do dono do Banco Master devem ser vistas com reservas.

Caso Master: Zema diz que 'não volta atrás' sobre crítica a Flávio e que quem se aproximou do banqueiro 'tem que ser visto com reservas'
Foto: TV Globo

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou que não pretende recuar das críticas feitas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a divulgação de mensagens sobre pedidos de recursos a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Em entrevista à rádio CBN Paraíba nesta quinta-feira (18), Zema disse manter sua avaliação sobre pessoas que tiveram contato próximo com o banqueiro. “O que eu tinha de dizer, eu já disse”, afirmou. Na sequência, declarou que quem se aproximou do banqueiro deve ser visto com reservas.

Desgaste entre aliados

Zema e Flávio já estiveram próximos no campo da direita, em um relacionamento que também envolveu especulações sobre alianças eleitorais. O vínculo se deteriorou depois da divulgação de áudios e mensagens em que o senador aparece pedindo recursos a Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.

Em uma declaração anterior, Zema disse que ouvir Flávio cobrando dinheiro do banqueiro era imperdoável. Três dias depois, em 16 de maio, afirmou que havia sido duro por decepção, mas que havia agido conforme seus princípios. Na ocasião, declarou: “Pra mim, agora é página virada”.

As manifestações provocaram reação na família Bolsonaro. No último fim de semana, em 15 de junho, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio, publicou nas redes sociais uma mensagem sugerindo um rompimento geral com o Novo.

Investigação

As mensagens e os áudios foram divulgados em 13 de maio. Neles, Flávio trata Vorcaro como “irmão” e pede dinheiro para financiar “Dark Horse”, descrito como uma cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Vorcaro teria pago R$ 61 milhões a Flávio. A Polícia Federal investiga se os recursos foram usados para bancar Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O banqueiro está preso em Brasília e é acusado de chefiar um esquema de fraudes financeiras que pode chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.

Flávio afirmou, em 15 de maio, que não tinha motivos para se justificar e classificou o episódio como um investimento privado feito quando Vorcaro circulava próximo a autoridades e patrocinava eventos de emissoras de televisão.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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