São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Varejo recua 0,8% em julho após duas altas mensais, aponta IBGE

Queda foi puxada por móveis e eletrodomésticos, enquanto o varejo ampliado avançou 0,4% no mês.

Varejo recua 0,8% em julho após duas altas mensais, aponta IBGE

As vendas do comércio varejista recuaram 0,8% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, informou o IBGE. Na comparação com julho de 2025, houve alta de 1,2%. O varejo restrito acumula avanço de 1,8% em 2026 e de 1,6% em 12 meses.

O resultado de julho veio após altas de 0,2% em maio e de 0,3% em junho. Mesmo com a retração, o nível das vendas permaneceu próximo do recorde registrado em março de 2026, que havia superado o topo anterior, de novembro de 2025. Para Cristiano Santos, gerente da pesquisa, “O mês de julho está 1,5% abaixo do topo da série”.

A maior queda entre os segmentos foi registrada em móveis e eletrodomésticos, com recuo de 4,9%. Livros, jornais, revistas e papelaria tiveram baixa de 4,2%. Santos relacionou o comportamento entre maio e julho à Copa do Mundo, com redução posterior ao aumento das vendas de televisores e de álbuns de figurinhas. Em maio, livros, jornais, revistas e papelaria haviam avançado 17,3%; em junho, recuaram 11,7% ante maio.

A retração de móveis e eletrodomésticos foi a mais intensa desde dezembro de 2023, quando o segmento caiu 6,6%. Segundo Santos, o resultado representa um retorno ao padrão observado na maior parte do ano e, principalmente, no primeiro semestre de 2026.

Varejo ampliado

O varejo ampliado, que inclui veículos, material de construção e atacado alimentício, avançou 0,4% em julho ante junho, após queda de 1,1% em junho. Na comparação anual, houve alta de 1,8%. O indicador acumula crescimento de 1,9% em 2026 e de 1,2% em 12 meses, ante 0,8% até junho.

Cristiano Santos afirmou que os indicadores macroeconômicos associados ao consumo estavam, em geral, favoráveis, mas que pode haver defasagem entre as condições financeiras e a reação das vendas.

A avaliação predominante entre economistas foi de perda de ritmo no início do terceiro trimestre. O Itaú considerou os dados compatíveis com um terceiro trimestre fraco e indicou possível melhora em agosto, sem recuperação forte. No ASA, Leonardo Costa afirmou que os números são compatíveis com um PIB praticamente estável no terceiro trimestre e manteve projeção de alta de 0,2% na comparação trimestral com ajuste sazonal. A Terra Investimentos apontou desempenho abaixo do esperado e passou a projetar recuo de 0,3% do IBC-Br na margem.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5