BALNEÁRIO CAMBORIÚ — Renan Santos, candidato do partido Missão à Presidência da República, criticou o apoio atual de parte dos eleitores a políticos ligados a Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL. Segundo Renan, essas pessoas participaram de protestos contra a corrupção em 2016 e pediam a prisão do dirigente, mas hoje adotam comportamentos semelhantes aos que antes condenavam entre apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante um ato na Praça Almirante Tamandaré, o candidato afirmou: “o mesmo cinismo que é adotado pelo eleitor do Lula, que aceita toda a roubalheira, passou a ser adotado pelo eleitor que pediu a cabeça da Dilma”.
Valdemar é presidente do partido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. O texto também registra que ele foi aliado do PT e apoiou a candidatura de Lula em 2002. Renan declarou ainda que pessoas passaram a parabenizar Valdemar, que, segundo ele, esteve sob uso de tornozeleira por envolvimento em três escândalos de corrupção.
Em outro trecho do discurso, o candidato rejeitou a ideia de escolher o político “menos ladrão”. “Não se vota em ladrão”, disse. Renan fez críticas aos governos de Lula e Jair Bolsonaro e defendeu uma candidatura independente dos dois grupos.
Agenda de campanha
O evento ocorreu na Avenida Atlântica, em Balneário Camboriú, durante a passagem de um ônibus de campanha por cidades do Sul e do Sudeste. Renan estava acompanhado do candidato a vice-presidente, Aroldo Medin, e de Marcelo Brigadeiro, candidato do Missão ao governo de Santa Catarina.
O discurso durou cerca de 28 minutos e também tratou de combate à corrupção e segurança pública. Depois do ato, Renan foi à academia de Marcelo Brigadeiro e seguiu de ônibus para Blumenau, no Vale do Itajaí.
Na cidade, voltou a falar com apoiadores. Entre os temas abordados estavam terras raras, industrialização, segurança pública, audiências de custódia, migração, geração de empregos e infraestrutura.
O texto também registra que Dino determinou a suspensão de R$ 119 milhões em emendas após investigações da Polícia Federal apontarem indícios de influência clandestina de Valdemar no direcionamento de verbas, com participação de servidores da Câmara dos Deputados. Valdemar negou a prática de crimes e afirmou não haver prova ou indício de que tivesse aderido conscientemente a um suposto esquema criminoso.







