São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

PT muda foco da campanha após adiamento de análise sobre Moraes no STF

José Guimarães disse que o partido tentará ampliar a rejeição a Flávio Bolsonaro até que o debate eleitoral retome outros temas.

PT muda foco da campanha após adiamento de análise sobre Moraes no STF
Foto: Wilton Junior/Estadão

O adiamento da análise, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do pedido de investigação contra Alexandre de Moraes levou a campanha do PT a redirecionar seu foco para Flávio Bolsonaro, afirmou o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães.

Guimarães avaliou que o resultado provisório foi favorável à estratégia petista porque retirou do centro do debate a crise envolvendo o STF. Segundo ele, a campanha pretende trabalhar para desconstruir a imagem de Flávio e ampliar a rejeição ao adversário.

“O resultado de ontem [no STF] foi bom, o jogo agora volta ao zero”, disse o ministro. Ele também afirmou que o adiamento não prejudica o debate eleitoral. Na avaliação de Guimarães, até outubro as discussões deverão voltar a se concentrar em outros assuntos da campanha.

Declaração de Lula sobre Moraes

O ministro evitou comentar diretamente a declaração feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira, 16, em entrevista ao podcast Desce a Letra Show. Lula afirmou que Moraes teve papel importante na defesa da democracia em 2022 e mencionou sua atuação como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição em que venceu.

“Eu acho que o Moraes prestou um serviço à democracia”, disse Lula. O presidente também afirmou que Moraes conhecia a tentativa de Bolsonaro de questionar a credibilidade da urna eletrônica.

Guimarães não respondeu se declarações desse tipo reforçam a percepção de proximidade entre Lula e Moraes. O ministro reiterou que a campanha deverá abordar temas diferentes da crise no STF.

Decisão do Supremo

O STF adiou, na terça-feira, 15, a discussão sobre o pedido de investigação contra Moraes quando ainda eram analisadas questões preliminares. Gilmar Mendes defendeu que o caso fosse julgado junto com um pedido de investigação contra André Mendonça. Outros dois ministros acompanharam essa posição, enquanto quatro votaram pela manutenção de julgamentos separados.

Flávio Dino pediu vista, isto é, mais tempo para examinar o processo. Com isso, a análise foi adiada por até 90 dias.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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