O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na quarta-feira, 16, que não era chefe do Executivo quando Alexandre de Moraes foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada durante participação no podcast Desce a Letra, em resposta a críticas do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Lula disse que Flávio havia publicado um vídeo na terça-feira, 15, atribuindo a ele responsabilidade pela indicação do ministro. O presidente, porém, cometeu um erro ao afirmar que o senador já ocupava o cargo quando Moraes foi escolhido e que teria participado da votação.
Moraes foi indicado pelo então presidente Michel Temer em 2017. Flávio Bolsonaro tomou posse no Senado em 2019. Lula também afirmou que não foi responsável pelas indicações de Kassio Nunes Marques e André Mendonça, escolhidos durante o governo de Jair Bolsonaro.
Na avaliação de Lula, a oposição de Flávio a Moraes está relacionada às decisões do ministro contra Jair Bolsonaro e pessoas envolvidas nos atos de 8 de janeiro. “A bronca dele do Alexandre de Moraes é que o Alexandre de Moraes prendeu o pai dele e os golpistas que tentaram fazer o 8 de janeiro”, disse.
O presidente afirmou ainda que defende o direito de defesa e um julgamento justo, mas que pessoas condenadas por delitos devem responder por seus atos. “Isso vale para mim, vale para o Alexandre de Moraes, vale para o Fachin”, declarou.
Lula também atribuiu a Moraes dois serviços à democracia brasileira e destacou sua atuação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a eleição de 2022. Segundo o presidente, Jair Bolsonaro tentou comprometer a credibilidade das urnas eletrônicas.
Jair Bolsonaro cumpre pena depois de ser condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado relacionada aos ataques de 8 de janeiro de 2023. Ele também foi declarado inelegível por causa de uma reunião com embaixadores em 2022, na qual atacou a segurança das urnas e disseminou desinformação.








