BRASÍLIA — O PL poderá ampliar de 15 para pelo menos 20 senadores a partir de 2027 caso as pesquisas mais recentes de intenção de voto se confirmem nas eleições de 4 de outubro. O PSD teria a maior redução entre os partidos, passando de 14 para cinco cadeiras, segundo a projeção baseada em levantamentos da Quaest e do Datafolha.
A estimativa considera as pesquisas da Quaest em 26 unidades da Federação. No Piauí, onde não houve levantamento do instituto, foram usados dados do Datafolha. A projeção selecionou os candidatos mais bem posicionados numericamente. Em Rondônia e no Rio Grande do Sul, houve empate entre candidatos pela segunda vaga, e os nomes empatados foram incluídos.
A eleição renovará 54 das 81 cadeiras do Senado em 2026, com duas vagas em disputa por Estado. O resultado calculado não representa previsão das urnas, mas apenas uma simulação a partir dos levantamentos divulgados até agora.
Avanço do PL e composição da esquerda
O partido de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro poderia eleger representantes em dez unidades da Federação: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins. Em Mato Grosso do Sul e Rondônia, a projeção considera as duas vagas em disputa.
A bancada chegaria a 21 senadores se Bruno Bolsonaro Scheid conquistasse a segunda vaga em Rondônia. Ele aparece com 11% das intenções de voto, mesmo percentual de Sílvia Cristina, do PP.
O PT passaria de nove para pelo menos 11 senadores. O número poderia chegar a 12 caso Paulo Pimenta obtivesse a segunda vaga no Rio Grande do Sul. O deputado tem 9% das intenções de voto, mesmo índice de Marcel van Hattem.
O crescimento projetado do PT e do PDT, somado à eleição de candidatos de PSOL e Rede, compensaria parcialmente a redução do PSB. O partido presidido por João Campos poderia terminar com quatro cadeiras, ante as sete atuais. Com isso, PT, PSB e PDT reuniriam cerca de 20 vagas, contra 18 atualmente.
Centro perde espaço
Os partidos classificados na projeção como de centro — MDB, PP, Republicanos, União Brasil, PSD, Podemos e PSDB — ocupam hoje 48 cadeiras. Caso os levantamentos se confirmem, esse grupo ficaria com 38 ou 39 senadores, dependendo do resultado de Sílvia Cristina em Rondônia.
O União Brasil, presidido no Senado por Davi Alcolumbre, ganharia três cadeiras e chegaria a seis. O PP, de Ciro Nogueira, poderia conquistar até duas vagas. O MDB manteria os nove senadores atuais.
Mesmo com o crescimento projetado, o PL não alcançaria sozinho a maioria absoluta, formada por 41 dos 81 senadores. Um pedido de impeachment contra ministro do Supremo Tribunal Federal exigiria 54 votos, equivalentes a dois terços da Casa.







