São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

PF diz que Eduardo Bolsonaro orientou destino de recursos do filme “Dark Horse”

Relatório aponta uso de fundo nos Estados Unidos, reativado após 4 anos, para receber parte dos recursos destinados à produção.

Eduardo orientou gestão de recursos de “Dark Horse” nos EUA, diz PF

A Polícia Federal afirma que Eduardo Bolsonaro orientava como seriam administrados, nos Estados Unidos, os recursos enviados por Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. O relatório indica que o ex-deputado pediu que o dinheiro fosse direcionado a um fundo administrado por seu advogado.

As informações foram divulgadas em documentos cujo sigilo foi derrubado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a pedido do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e da Procuradoria Geral da República. Os documentos se tornaram públicos nesta 6ª feira (11.set.2026).

Fundo recebeu repasses em 2025

A investigação analisou dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. Segundo a PF, intermediários repassavam orientações atribuídas a Eduardo Bolsonaro. Em 21 de março de 2025, Thiago Miranda enviou a Vorcaro uma captura de tela de uma conversa atribuída ao ex-deputado.

O diálogo mencionava a possibilidade de enviar a maior quantidade possível de recursos pelo modelo utilizado e citava Altieres Santana. A PF identifica Santana como corretor nos Estados Unidos, com experiência nos mercados imobiliário e financeiro. Ele era sócio na gestão do Havengate Development Fund LP com Paulo Sérgio Camin Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.

Dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontam que a Entre Investimentos e Participações Ltda. repassou US$ 12,3 milhões ao Havengate ao longo de 2025. O contrato de financiamento do filme previa US$ 24 milhões, equivalentes a cerca de R$ 134 milhões à época.

O fundo havia sido criado em 2020 para um projeto imobiliário no Texas que prometia concessão de green card a investidores. Como o projeto não avançou, a estrutura ficou inativa por 4 anos e foi reativada em fevereiro de 2025 para receber os recursos destinados ao filme.

Reuniões sob apuração

A PF também registrou tratativas para encontros presenciais. Em março de 2025, Thiago Miranda informou a Daniel Vorcaro que Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro pretendiam marcar uma reunião sobre o financiamento da produção.

A investigação busca esclarecer a atuação de Flávio Nantes Bolsonaro, Eduardo Nantes Bolsonaro, Mário Luís Frias, Thiago Miranda Silva, Fabiano Campos Zettel, Paulo Sérgio Camin Calixto, Altieres Santana e outros envolvidos na montagem, cobrança e destinação dos aportes financeiros.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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