A vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Luiz Inácio Lula da Silva em uma pesquisa da Quaest levou apoiadores do candidato do PL a buscar interlocução com outras campanhas presidenciais. O objetivo é avaliar uma composição para tentar decidir a eleição no primeiro turno.
Os contatos alcançam políticos próximos de Ronaldo Caiado, do PSD, Romeu Zema, do Novo, e Augusto Cury, do Avante. O grupo ligado a Flávio não procurou Renan Santos, do Missão.
A possibilidade de retirada de candidaturas, porém, enfrenta resistência. Pessoas próximas às campanhas de Caiado e Zema afirmam que a chance de desistência é “zero”.
Pesquisas orientam movimento
No levantamento da Quaest, Flávio registrou 42% das intenções de voto, ante 40% para Lula. Foi a primeira vez que o candidato apareceu numericamente à frente do presidente nessa pesquisa.
O Datafolha mostrou cenário de empate técnico no segundo turno: Lula teve 46%, enquanto Flávio marcou 44%. Trackings internos dos partidos indicariam uma diferença ainda mais favorável ao candidato do PL e estimularam a mobilização de seus apoiadores.
Nas redes sociais, uma propaganda do PL afirma: “não deixe para depois o que podemos decidir no primeiro turno”.
Aliados de Flávio reconhecem a força eleitoral de Lula e a capacidade do presidente de usar a máquina pública para reduzir a diferença até a votação. O reajuste de 15% no valor do Bolsa Família, anunciado pelo governo nesta quinta-feira, 17, é citado por eles como exemplo. O grupo também afirma que o adversário não pode ser subestimado.







