São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Pedido de CPMI mira monitoramento de autoridades e relatórios da PF

Grupo reúne apoios na Câmara e no Senado para investigar documentos de inteligência e o monitoramento atribuído à Polícia Federal.

Pedido de CPMI mira monitoramento de autoridades e relatórios da PF
Foto: Zeca Ribeiro

A iniciativa para instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre a atuação da inteligência da Polícia Federal já reunia 51 das 171 assinaturas exigidas na Câmara e 22 das 27 necessárias no Senado até a tarde desta quinta-feira, 10.

O pedido é articulado pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), com apoio do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A proposta foi batizada de “CPMI da Arapongagem” e pretende examinar a produção de relatórios da corporação e o monitoramento de autoridades.

Relatório usado no STF

A discussão ganhou força após Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, usar um relatório de inteligência da PF para acusar André Mendonça no inquérito das fake news. O documento não tinha timbre nem assinatura oficial e registrava que não possuía valor probatório.

No pedido, Van Hattem afirma que o Congresso precisa investigar o material e não pode permanecer omisso. O deputado também responsabiliza o Senado pela atuação que considera “sem limites” do Supremo. “O Congresso Nacional não pode se omitir”, declarou.

A decisão de André Mendonça que fundamentou o afastamento cautelar do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da instituição, Leandro Almada da Costa, apontou a existência de “arapongagem” institucional promovida pelo órgão.

Segundo a decisão, a área de inteligência da PF fez “monitoramento sistemático” e “coleta dirigida” sobre o próprio relator do caso Master no STF e sobre o advogado-Geral da União, Jorge Messias, durante mais de 30 dias.

Reação da associação de delegados

A revelação provocou reação da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal. A entidade classificou o documento como “totalmente irregular” e afirmou que ele não poderia ter sido produzido nem ter circulado fora da Polícia Federal.

Van Hattem sustenta que a investigação deve alcançar a elaboração dos relatórios e a atuação da inteligência da corporação. A abertura da comissão depende da obtenção do número mínimo de apoios nas duas Casas do Congresso Nacional.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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