A análise sobre a abertura de uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes deve considerar 52 mensagens enviadas por Daniel Vorcaro a uma conta identificada como Alexandre de Moraes Brasília, afirmou Fernando Schüler. O colunista também citou o contrato do Master com o escritório Barci de Moraes.
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a próxima terça-feira, 15, uma reunião para avaliar o pedido de investigação relacionado às mensagens. Para Schüler, a expectativa dos ex-presidentes da Corte é que o encontro resulte efetivamente na autorização da apuração.
Crítica à possibilidade de adiamento
Schüler afirmou que a cobrança não envolve punição nem um julgamento antecipado. Segundo ele, trata-se apenas de permitir a investigação dos fatos mencionados. O colunista criticou a hipótese de a reunião ser realizada e, por maioria simples ou por uma questão jurídica, ter sua decisão anulada ou o próprio encontro cancelado.
“Não é para fazer a reunião e aí, por maioria simples, ou por algum tipo de pendenga jurídica ou filigrana jurídica, anular a decisão”, disse Schüler.
Na avaliação dele, esse tipo de procedimento reproduziria uma tradição de adiamento e de aposta no desgaste da atenção pública. A manifestação ocorreu após o STF autorizar formalmente a investigação de um de seus integrantes.
Referências a decisões recentes
Schüler também mencionou a recusa do Senado Federal à indicação de Jorge Messias, episódio que classificou como algo que não acontecia desde Floriano Peixoto. Embora tenha admitido a possibilidade de 2026 ser marcado por decisões extraordinárias, disse não acreditar nessa hipótese e se definiu como cético.
A reunião de 15 foi convocada no contexto da carta enviada por ex-presidentes do Supremo, que pediram uma sessão pública para decidir sobre a investigação de Alexandre de Moraes e outras questões. “Essas 52 mensagens do Daniel Vorcaro para uma conta chamada Alexandre de Moraes Brasília, com mensagem de leitura única, precisam ser investigadas”, afirmou Schüler.







