São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Lula mantém agenda e não comenta afastamento do diretor-geral da PF

Presidente participou de cerimônia no Palácio do Planalto e discutiu com ministros a resposta do governo à decisão de André Mendonça.

Lula mantém agenda e não comenta afastamento do diretor-geral da PF
Foto: Evaristo Sá/AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não comentou nesta terça-feira, 8, a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Lula participou de uma cerimônia no Palácio do Planalto sobre a demarcação de unidades de conservação e manteve a agenda prevista para a tarde.

Durante cerca de 13 minutos, o presidente defendeu um “meio-termo” entre ambientalistas e setores favoráveis à flexibilização das regras ambientais. Ao tratar da BR-319, rodovia que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), afirmou haver uma “briga muitas vezes insana” entre os dois grupos e disse que o governo insistiu ser possível encontrar uma forma de dar andamento à obra.

Lula não mencionou o afastamento de Andrei Rodrigues nem a disputa entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes. Também não respondeu a perguntas de jornalistas sobre o assunto ao deixar o terceiro andar do Palácio do Planalto, onde fica seu gabinete, em direção ao segundo andar, local do evento. A imprensa não teve acesso à saída do presidente.

Resposta do governo

Na manhã desta terça-feira, 8, Lula despachou do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. Ele recebeu o ministro da Justiça, Wellington César, e o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para discutir a reação do governo à decisão de Mendonça.

A AGU vai recorrer do afastamento. Uma das alternativas avaliadas é apresentar uma suspensão de liminar, recurso separado da ação original e analisado diretamente pelo presidente do STF. Nesse cenário, a análise caberia a Edson Fachin, atual presidente da Corte.

A medida permitiria ao governo evitar a Segunda Turma do STF, que já formou maioria pela manutenção da liminar concedida por Mendonça. A suspensão de liminar é considerada uma ferramenta “excepcionalíssima” no Supremo e tem uso raro para interromper decisões de ministros da própria Corte.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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