São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Lula cobra solução para crise no STF antes de reforma do Judiciário

Em entrevista, presidente disse que o caso Banco Master envolve cinco ministros, pode atingir a eleição e criticou adversários no Rio.

Lula cobra solução para crise no STF antes de reforma do Judiciário
Foto: Wilton Junior/Estadão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, 18, que uma reforma do Judiciário deve ser discutida somente depois de solucionada a crise envolvendo o Banco Master. Na avaliação dele, cinco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão ligados direta ou indiretamente ao caso, que pode afetar a reta final do processo eleitoral.

Em entrevista à Rádio Tupi, Lula citou Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O presidente disse que ninguém defende os negócios atribuídos aos dois ministros e afirmou que quem pretende chegar à Suprema Corte não pode ter como objetivo enriquecer.

Lula também mencionou mensagens que indicariam um encontro de Kassio Nunes Marques com uma acompanhante cujo pagamento teria sido feito por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Sem apresentar detalhes adicionais, o presidente afirmou que informações ainda seriam divulgadas sobre o caso.

O presidente elogiou a atuação de Moraes nas eleições e na manutenção da democracia antes de comentar sua relação com o banco. Segundo Lula, o ministro teve papel importante no período e o senador Flávio Bolsonaro tem críticas a Moraes pela prisão de Jair Bolsonaro, não por causa do Banco Master.

Lula disse que as revelações contaminam o processo eleitoral e que a crise “vai respingar na reta final”. Também atribuiu a Jair Bolsonaro a responsabilidade pela criação do banco e afirmou que o governo dele transformou Vorcaro em banqueiro. O presidente declarou ainda que a instituição provocou um desfalque de R$ 60 bilhões e envolveu bancos e governos estaduais.

Na entrevista, Lula criticou o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, aliado de Flávio Bolsonaro, e afirmou que ele está envolvido na relação com Vorcaro. Também disse que há integrantes da família Bolsonaro ligados a milicianos do Rio de Janeiro.

Segurança pública e Rio de Janeiro

Antes de compromissos no Rio de Janeiro ao lado do governador interino do Estado, o desembargador Ricardo Couto, Lula afirmou que o governo federal atua em três frentes contra o crime organizado: sufocar a logística das organizações, retomar o controle de territórios e comunidades e ampliar a capacidade dos municípios para enfrentar o crime.

O presidente disse que pretende anunciar uma experiência no Rio para retomada de territórios e segurança pública. Segundo ele, o plano piloto poderá ser aplicado em todo o país se apresentar resultado no Estado. Lula afirmou ser contrário a intervenções pontuais do Exército, porque os criminosos retornariam depois da saída das tropas.

Ele também citou uma proposta de emenda à Constituição em discussão no Congresso para ampliar as atribuições da União na segurança pública. Lula prometeu transformar 138 cadeias em presídios de segurança máxima.

Sobre o trabalho, o presidente afirmou que o fim da escala 6x1 é importante para todos os brasileiros, especialmente para as mulheres, porque as tarefas domésticas muitas vezes recaem sobre elas. A redução da jornada, disse, poderia ampliar o tempo disponível para o lazer.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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