SÃO PAULO — Fernando Haddad afirmou que um eventual processo de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é uma medida extrema e só deve avançar com base em fatos e evidências. A declaração foi feita após uma sabatina na capital paulista, nesta terça-feira.
Questionado sobre os acontecimentos envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, Haddad disse que não basta a associação política a uma determinada posição quando isso pode afetar o funcionamento das instituições. A pauta do impeachment de ministros do Supremo é defendida por candidatos da direita e da extrema-direita.
“São medidas extremas. Quantas vezes você viu isso acontecer na história do Brasil? É muito raro chegar a uma situação dessa”, afirmou o candidato do PT ao governo de São Paulo.
Haddad voltou a defender a retirada do sigilo de todas as investigações relacionadas ao Banco Master, independentemente das autoridades públicas também envolvidas nas apurações. Para ele, a divulgação das informações é necessária para esclarecer o que está por trás das decisões tomadas no caso.
O ex-ministro da Fazenda disse conhecer André Mendonça, Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República. Rodrigues foi afastado após uma decisão de Mendonça nesta terça-feira. Haddad afirmou, porém, que não se sente à vontade para tomar partido na disputa porque não dispõe de informações suficientes sobre os fatos e os fundamentos das decisões.
“Não basta paixão política. Você tem de encontrar amparo nos fatos do que está sendo investigado”, disse.
Haddad também declarou que ocupantes de cargos em instituições importantes, como o STF, devem ser respeitados. Segundo ele, o problema surge quando disputas internas na Corte geram insegurança em relação às decisões tomadas.







