São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Flávio Bolsonaro contesta reajuste de 15% do Bolsa Família em ano eleitoral

Candidato do PL classificou o aumento como ilegal; governo prevê custo de R$ 5,8 bilhões neste ano e R$ 22 bilhões em 2027.

Flávio Bolsonaro contesta reajuste de 15% do Bolsa Família em ano eleitoral

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira, 17, que o reajuste de 15% do Bolsa Família anunciado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é ilegal por ocorrer durante o período eleitoral. Faltam 17 dias para o 1º turno.

Durante comício em Vitória da Conquista (BA), Bolsonaro disse que o governo não poderia conceder o aumento e associou a medida à campanha eleitoral. “Ele acha que vai enganar alguém com o reajuste do Bolsa Família”, declarou o candidato, referindo-se a Lula.

O governo anunciou que o reajuste começará em outubro. De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o custo será de R$ 5,8 bilhões neste ano e de R$ 22 bilhões em 2027. O impacto, segundo o ministro, será absorvido pelo espaço fiscal disponível nos dois exercícios.

A correção linear elevará o valor mínimo do benefício de R$ 600 para R$ 691. A média dos pagamentos passará de R$ 691 para R$ 777. Moretti justificou a medida pela previsão legal de reajuste inflacionário dos beneficiários. Conforme o ministro, o INPC acumulado desde o início do programa até agosto foi de 15,04%.

A declaração de Flávio Bolsonaro também retomou uma medida adotada em 2022. A 100 dias do primeiro turno, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) elevou de R$ 400 para R$ 600 o Auxílio Brasil, nome dado ao Bolsa Família naquele período.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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