São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Em Washington, Eduardo Bolsonaro vincula reuniões a sanções contra ministros do STF

Ex-deputado afirmou apoiar menção a dissidentes em proposta dos EUA e disse que discutirá medidas contra integrantes do Supremo.

Em Washington, Eduardo Bolsonaro vincula reuniões a sanções contra ministros do STF

Eduardo Bolsonaro afirmou que pretende discutir com integrantes do governo de Donald Trump a retomada das sanções da Lei Global Magnitsky contra Alexandre de Moraes e a adoção de medidas contra outros ministros do Supremo Tribunal Federal, entre eles Gilmar Mendes e Flávio Dino. Ele está na capital americana com o comentarista político Paulo Figueiredo para uma nova rodada de reuniões.

Os dois disseram que teriam encontros com autoridades de alto escalão do Departamento de Estado e da Casa Branca, mas não informaram os nomes dos interlocutores. Eduardo também afirmou ter relatado ao governo americano sua preocupação com uma possível tentativa de contestar uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro.

A declaração ocorreu nesta quinta-feira (17), após a divulgação de uma proposta apresentada pelo governo Trump ao Brasil durante negociações realizadas em outubro de 2025. O documento reunia 21 exigências para a retirada da tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros. Entre os pontos, havia uma referência à participação de “dissidentes políticos” no processo eleitoral.

A referência a dissidentes

Eduardo disse ter ficado “feliz” com a inclusão da expressão e afirmou considerar-se um dissidente político. Para ele, os Estados Unidos são uma referência em democracia e devem garantir a participação de dissidentes. O ex-deputado declarou ainda que a preocupação americana seria impedir que situações observadas na Venezuela se espalhassem pela região.

O documento não identificava quem os Estados Unidos classificavam como dissidente. Questionado sobre o tema, Figueiredo disse que ele e seus aliados se enquadrariam nessa categoria por terem deixado o Brasil após críticas às autoridades. Segundo ele, a inclusão da exigência não precisaria ser solicitada porque corresponderia, em sua avaliação, à descrição dos fatos.

Figueiredo responsabilizou Alexandre de Moraes pelo que chamou de retorno de dissidentes políticos ao exílio e afirmou considerar isso uma perda em relação ao legado de sua família. O Departamento de Estado não comentou o documento.

Alegações sobre a eleição

Eduardo citou manifestações de ministros do STF durante a sessão da última terça-feira (15) como indício de uma preparação para contestar uma possível vitória de Flávio Bolsonaro. Ele relacionou críticas à atuação de André Mendonça no caso Master, feitas inclusive por Gilmar Mendes e Flávio Dino, à possibilidade de construção futura de uma justificativa de interferência no processo eleitoral.

O ex-deputado mencionou ainda a anulação da eleição presidencial da Romênia após acusações de interferência estrangeira. Sem apresentar provas, atribuiu a Moraes interesse pessoal no resultado de uma eventual eleição brasileira e disse temer uma tentativa de anulação. Eduardo foi condenado em junho de 2026, por unanimidade, pela Primeira Turma do STF a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicialmente semiaberto, por coação no curso do processo relacionada à sua atuação nos EUA contra o Judiciário brasileiro.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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