A produção de Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, comprou uma peruca por R$ 10 mil para o ator americano Jim Caviezel, que interpreta o político no filme. Integrantes da equipe apelidaram o acessório de “peruca milionária”. Um segundo modelo foi trazido dos Estados Unidos, mas seu valor não foi informado.
O pagamento da peruca brasileira aparece em um comprovante bancário incluído no caso após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo dos documentos. Procurado, Caviezel não se manifestou.
Segurança do ator
Profissionais que participaram das gravações afirmaram que o ator evitava usar o próprio cabelo por receio de ser reconhecido. Segundo os relatos, Caviezel permanecia próximo dos seguranças e pediu à produção rotas de fuga por terra e ar. Ele também teria solicitado um helicóptero à disposição.
O temor de atentados teria aumentado depois da morte do ativista conservador Charlie Kirk, em setembro de 2025, em uma faculdade nos Estados Unidos. O ator não se manifestou sobre os relatos.
Veículos usados nas cenas
Karina da Gama, sócia da produtora Go Up, teria comprado dois carros blindados para as gravações sem que a despesa estivesse prevista no orçamento do longa. Integrantes da equipe classificaram a aquisição como “inútil” porque as janelas dos veículos não abriam adequadamente, dificultando o trabalho de iluminação e câmera dentro dos carros.
A produção precisou alugar um automóvel sem blindagem para filmar a cena em que o personagem de Caviezel é levado ao hospital depois de ser atingido por uma facada. A sequência é descrita como uma das mais importantes do filme. Karina não se manifestou.
Os blindados foram utilizados em apenas quatro diárias, conforme profissionais do longa. Em produções brasileiras, a compra de veículos costuma ocorrer quando eles serão destruídos em cena ou quando o período de gravações torna a aquisição mais barata, segundo os integrantes ouvidos.







