São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Críticas internas expõem dificuldades na pré-campanha de Flávio Bolsonaro

Aliados questionam a coordenação de Rogério Marinho, a estratégia de comunicação e a influência do núcleo da campanha nos Estados Unidos.

Fogo amigo e uma crise atrás da outra desgastam pré-campanha de Flávio Bolsonaro
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta resistência entre aliados, que atribuem parte das dificuldades à condução do senador Rogério Marinho (PL-RN), responsável pela articulação da candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Integrantes dos grupos envolvidos na campanha relatam falta de integração, centralização das decisões e dificuldade para acomodar lideranças políticas e partidárias. Na avaliação desses aliados, o modelo tem ampliado as disputas internas em vez de fortalecer a organização da pré-candidatura.

A estratégia de comunicação também é alvo de críticas. Os relatos apontam dificuldades para criar fatos políticos, produzir conteúdo, conquistar espaço na imprensa e influenciar o debate público. Parte dos apoiadores avalia que Flávio Bolsonaro mantém sua presença política principalmente por meio das redes sociais e da mobilização espontânea da militância, sem uma estrutura profissional de comunicação.

As reclamações incluem ainda o chamado “comitê dos EUA”, núcleo que atua nos Estados Unidos e do qual faz parte o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL). Segundo integrantes da campanha, decisões estratégicas estariam sendo influenciadas ou definidas por esse grupo. Para esses interlocutores, a dinâmica provoca ruídos na comunicação interna, torna as decisões mais lentas e reduz o protagonismo da equipe responsável pela rotina da campanha.

Tarifas e tensão política

O ambiente se agravou após a divulgação de um vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o anúncio de tarifas comerciais pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em um documento, Flávio Bolsonaro não pediu o cancelamento das tarifas estudadas pelo governo norte-americano. Solicitou apenas que eventual implementação fosse adiada para depois das eleições presidenciais brasileiras de 2026.

Integrantes do governo federal avaliam que a iniciativa favoreceu politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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