RIO DE JANEIRO — A ação aceita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a participação de Luiz Inácio Lula da Silva no carnaval do Rio inclui o presidente, o vice-presidente Geraldo Alckmin, a primeira-dama Janja da Silva, Marcelo Freixo e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves. O processo foi apresentado por Flávio Bolsonaro (PL), mas não menciona o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL).
Interlocutores de Lula questionaram a escolha dos alvos e afirmaram que o governo estadual destinou mais recursos ao carnaval do que a Embratur, comandada por Freixo à época. O órgão também aparece entre os envolvidos na ação admitida pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira.
Em fevereiro deste ano, Lula foi homenageado na Sapucaí pela Acadêmicos de Niterói. A participação provocou reação da oposição, que levantou a possibilidade de campanha antecipada. Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) também fizeram questionamentos sobre o episódio.
Valores destinados às escolas
A defesa de Marcelo Freixo deve sustentar que a Embratur repassou R$ 1 milhão para cada uma das 12 escolas do Grupo Especial do carnaval carioca. O argumento já havia sido apresentado em questionamentos anteriores.
O governo de Cláudio Castro destinou R$ 40 milhões às escolas do Grupo Especial e foi o maior patrocinador do carnaval do Rio em 2026. Tanto a Embratur quanto o governo estadual patrocinam anualmente o evento.
Castro é aliado de Flávio Bolsonaro. Ele renunciou ao governo para disputar uma vaga no Senado, mas desistiu da candidatura após vir a público sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Na ocasião da homenagem, o ex-ministro Aroldo Cedraz rejeitou suspender o repasse de R$ 1 milhão da Embratur. Ele entendeu que a destinação dos recursos havia sido geral.







