SÃO PAULO — O Levante Popular da Juventude realizou uma ação nesta quarta-feira (16) em frente ao antigo endereço do Banco Master, na região da Faria Lima, para denunciar a relação entre o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Placas com os rostos dos dois exibiam a frase “Flávio é Vorcaro”.
O edifício, conhecido como prédio do Master, abrigou a sede do banco. Depois da liquidação da instituição, envolvida na maior fraude financeira do país, o logotipo foi retirado e a fachada recebeu tapumes. Atualmente, o local se chama Auri Plaza Faria Lima e exibe a marca Auri.
O movimento afirmou que a substituição da identidade visual não elimina as relações políticas apontadas pelas investigações. Em nota, classificou a ligação entre Vorcaro e o clã Bolsonaro como uma aliança criminosa e afirmou que o grupo político se apresenta como defensor da moralidade e do livre mercado enquanto recebia recursos para uma produção sobre Jair Bolsonaro.
Financiamento de filme
Flávio Bolsonaro negociou diretamente com Vorcaro o financiamento de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. O valor acertado foi de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões na cotação da época. Desse total, ao menos US$ 12,3 milhões, equivalentes a cerca de R$ 61 milhões, foram repassados pelo ex-banqueiro.
Áudios obtidos durante as investigações mostram Flávio cobrando Vorcaro por parcelas atrasadas. A Polícia Federal apura a origem, o caminho e os beneficiários finais dos recursos. Documentos tornados públicos pelo STF apontam Flávio como interlocutor direto do ex-banqueiro e indicam a participação de Eduardo Bolsonaro na gestão do dinheiro nos Estados Unidos.
Flávio foi incluído formalmente em julho no inquérito que investiga possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O senador reconhece que pediu dinheiro a Vorcaro, mas afirma que se tratava de um “patrocínio privado”.







