SAINT-JEAN-DE-MONTS — A prefeitura poderá interditar a residência Clemenceau e determinar a saída dos moradores caso não seja encontrada, até dezembro, uma solução para os problemas estruturais do edifício. A medida ocorre depois da restrição ao uso das varandas, adotada para proteger os residentes.
A residência fica na Vendée, diante do Oceano Atlântico, e foi construída em 1964. Em 15 de julho, a prefeitura identificou sinais de deterioração nas varandas, incluindo danos em partes de concreto, desprendimento de revestimentos e entrada de água na estrutura.
Reparos dependem dos coproprietários
O imóvel tem cerca de 40 coproprietários. A busca por um responsável técnico e a necessidade de acordo entre os proprietários dificultam a definição de uma solução para os reparos.
O presidente do conselho sindical da residência afirmou que os custos da obra deverão ser significativos. Diante da despesa e das restrições estruturais, alguns proprietários podem tentar vender os imóveis, embora a negociação de apartamentos nessas condições possa ser mais difícil e afetar o valor das propriedades.
Infiltração e insegurança
Uma moradora relatou que a água da chuva se acumula e penetra sob o piso. Com isso, algumas peças se movimentam. O problema não se limita ao acabamento: a deterioração atinge placas de concreto e outros elementos das varandas.
A situação fez moradores evitarem o espaço, embora algumas pessoas ainda o utilizassem para tarefas simples. A proibição impede o acesso às próprias varandas mesmo em um imóvel voltado para o oceano.
O caso também expõe a deterioração de edificações antigas próximas ao mar, submetidas à ação do vento, do sal e do ambiente costeiro. Sem avanço nos reparos, os danos podem se transformar em uma ameaça permanente à ocupação dos imóveis.







