São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Qatar Airways prevê 170 destinos no inverno e frota com 138 novos aviões

Companhia aérea informa recuperação de 90%-95% no fluxo de passageiros e anuncia expansão da rede e da frota.

Qatar Airways prevê 170 destinos no inverno e frota com 138 novos aviões

A Qatar Airways prepara a operação para a temporada de inverno de 2026-2027 enquanto amplia a rede, recupera o fluxo de passageiros e planeja incorporar novos aviões de longo curso. A companhia prevê atender mais de 170 destinos, com 186 voos semanais distribuídos entre África, Ásia-Pacífico, Europa, Américas e Oriente Médio.

Hamad Ali Al-Khater, diretor executivo do Qatar Airways Group, afirmou que o movimento de passageiros já voltou a cerca de 90%-95% dos níveis do ano passado. O Aeroporto Internacional Hamad recebe atualmente mais de 140 000 passageiros por dia, com o retorno gradual de companhias internacionais a Doha. A British Airways retomou os voos diretos diários entre Londres Heathrow e a capital do Catar no início deste mês.

A empresa deverá receber, até o final do ano, aeronaves de longo curso com uma nova configuração de cabine. Segundo Al-Khater, os aviões permitirão alcançar destinos mais distantes e aeroportos secundários que antes poderiam ser difíceis de atender de forma economicamente viável. Para os próximos cinco anos, está previsto o acréscimo de 138 novos aviões à frota. A nova geração da classe executiva Qsuite deve ser apresentada no verão de 2027.

Expansão da malha e manutenção

Na Europa, a Qatar Airways planeja elevar os voos semanais para Londres Heathrow de 49 para 56 a partir de 25 de outubro. Para Frankfurt, a oferta deve passar de 18 para 21 frequências semanais a partir de 7 de dezembro.

A companhia também opera quatro voos semanais para Helsinque desde julho, com aumento para sete em agosto. No mesmo mês, lançou rotas para Bogotá e Caracas, ampliando a presença na América do Sul.

A preparação envolve manutenção de aeronaves, atendimento ao cliente, operações em solo e serviços a bordo. Em agosto, a Qatar Airways tornou-se a primeira companhia a operar um Boeing 787-9 equipado com Starlink. Ao todo, 150 aeronaves de fuselagem larga têm a tecnologia, equivalente a 83% da meta de conectividade a bordo.

Ali AlSaadi, diretor de manutenção, reparo e revisão, disse que o aumento previsto no tráfego exige maximizar a utilização dos aviões. A oficina do aeroporto pode manter até 80 motores em manutenção simultaneamente, inclusive para remover o excesso de areia que pode danificar as pás. Um motor custa entre 20 e 40 milhões de dólares, enquanto cada pá fica em torno de 250 000 dólares.

Resposta às perturbações regionais

O centro integrado de operações do aeroporto monitora voos e condições a bordo em tempo real. Após o fechamento do espaço aéreo nacional, em 28 de fevereiro, foi criado um centro de apoio a passageiros. Na ocasião, 8 000 passageiros ficaram retidos na capital do Catar e outros 8 400 em diferentes pontos da rede.

Abdulla Ali, diretor de operações da Qatar Airways, afirmou que a estrutura do grupo — que reúne companhia aérea, aeroporto e serviços em solo — ajudou na resposta à interrupção. “Pode planear-se o máximo possível, mas não se consegue ver o futuro”, disse.

Com o fechamento de alguns espaços aéreos, parte das operações foi desviada para o sul, enquanto as rotas ao norte permaneciam mais difíceis. A empresa também avalia, com parceiros, novas opções de espaço operacional para reduzir a pressão sobre a rede.

O centro de apoio a passageiros deverá permanecer entre os planos de contingência da companhia, podendo também desempenhar outras funções. Ali afirmou que a Qatar Airways pretende manter operações eficientes independentemente da existência de uma crise.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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