São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Lula e líderes lançam manifesto por reforma do sistema multilateral

Documento defende renovar instituições internacionais e ampliar a cooperação entre países diante do aumento de conflitos e da fragmentação global.

Lula e líderes lançam manifesto por reforma do sistema multilateral
Foto: Divulgação UniCuritiba | Freepik

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um manifesto em defesa do multilateralismo e de uma cooperação internacional mais ampla. A iniciativa, chamada de “Partners for Multilateralism” (Parceiros pelo Multilateralismo), também é apoiada por António Costa, presidente do Conselho Europeu; Mark Carney, premiê do Canadá; e William Ruto, líder do Quênia.

Publicado neste domingo (20), o documento antecede o início, na próxima terça (22), dos discursos de chefes de Estado na Assembleia-Geral da ONU. Os signatários afirmam que o mundo combina interdependência crescente entre países e economias com uma ordem internacional mais fragmentada e polarizada.

O grupo defende a reforma das instituições criadas no pós-guerra, incluindo a ONU. O manifesto registra que, em 2025, houve 65 conflitos armados entre Estados em 35 países, o maior número desde 1946, enquanto as despesas militares globais chegaram a US$ 2,9 bilhões. O texto também aponta pressão sobre o direito internacional, avanço da linguagem de esferas de influência e uso de relações econômicas como instrumentos de coerção.

Para os líderes, as instituições multilaterais precisam ser mais representativas, legítimas, eficazes e confiáveis. Eles sustentam que a cooperação internacional é uma necessidade prática diante de problemas que ultrapassam fronteiras, como mudanças climáticas, pandemias, conflitos armados, choques financeiros e interrupções em rotas marítimas estratégicas.

A proposta não busca substituir o sistema multilateral existente, mas renová-lo. Entre os princípios que os signatários defendem estão a igualdade soberana entre os países, a integridade territorial, a solução pacífica de controvérsias, a proibição da ameaça ou do uso da força, o direito humanitário internacional, os direitos humanos e as liberdades fundamentais.

A iniciativa ocorre em meio à pressão sobre instituições multilaterais e ao aumento das disputas entre grandes potências. A ONU enfrenta uma crise orçamentária, enquanto seu Conselho de Segurança é descrito no manifesto como bloqueado por decisões de potências.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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