LA GUAIRA — A Unidade Educacional Diocesana João Paulo II, em La Guaira, tem capacidade para 800 estudantes, mas pouco mais de 300 haviam se matriculado até esta terça-feira. Apenas sete crianças assistiam às aulas na escola, uma das poucas unidades abertas no estado costeiro venezuelano.
O retorno ocorre após terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 registrados em 24 de junho. Os tremores provocaram o desabamento de centenas de edifícios e deixaram mais de 6.500 mortos na Venezuela. La Guaira, um popular balneário a 40 km de Caracas, está entre as áreas atingidas.
Dezenas de escolas sofreram danos. Cerca de 60 foram transformadas em abrigos para atender milhares de pessoas que ficaram sem moradia. Os terremotos também causaram danos estruturais em 80 colégios e afetaram outros 900 em todo o país, conforme números oficiais.
Retomada gradual
O diretor da Unidade Educacional Diocesana João Paulo II, Marco Antonio Espinoza, disse que a reabertura será gradual e levará em conta o impacto emocional sobre estudantes e funcionários. “É normal sentirmos medo, ainda mais com as mais de 2.000 réplicas que já tivemos”, afirmou.
A professora Yanet Domínguez, de 60 anos, considera normal que os responsáveis tenham receio de enviar os filhos à escola. Questionada sobre a segurança da instituição, ela disse que o prédio permaneceu sólido e passou por melhorias.
Amni Núñez, engenheiro industrial de 40 anos, levou os dois filhos pequenos de volta às aulas. Para ele, a retomada ajuda a mostrar que a vida continua depois da tragédia.
Na véspera, a presidente interina, Delcy Rodríguez, afirmou que mais de 6 milhões de estudantes voltaram às aulas no país.







