São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Cubano é acusado de recrutar sabotadores para missões na Europa

Professor de dança na Rússia teria atraído imigrantes e pessoas de baixa renda para operações em troca de dinheiro.

Cubano é acusado de recrutar sabotadores para missões na Europa

O cubano Oemis Romagoza Durruthy, professor de dança latina em Petrozavodsk, no norte da Rússia, é acusado de recrutar pessoas para missões de sabotagem em países europeus. Ele teria atuado sob os codinomes “Deus” e “Adrián”, enquanto usava a atividade profissional para ocultar a função atribuída a ele pelo Kremlin.

Durruthy chegou à Rússia em 2022, casou-se com uma russa e obteve a cidadania do país. A estratégia de recrutamento, segundo a investigação, era localizar pela internet pessoas dispostas a executar tarefas em troca de dinheiro. A maioria seria formada por imigrantes e indivíduos com baixo poder aquisitivo, principalmente de países de língua espanhola.

Uma mensagem divulgada em um grupo latino-americano no Telegram buscava pessoas com experiência militar para atividades de monitoramento, inteligência, logística e manobras táticas. As missões poderiam pagar até US$ 1.500, além de um bônus.

Recrutamento e condenação

Um dos recrutados foi o colombiano Luis Alfonso Murillo Diosa, de 34 anos. Ex-integrante do Exército Colombiano, ele procurou informações sobre o alistamento no Exército ucraniano em um grupo do Facebook, depois de decidir seguir para a Ucrânia por causa das dívidas da família.

Foi nesse contexto que “Deus” entrou em contato. O cubano teria se apresentado como integrante de uma unidade especial e oferecido a Murillo missões na Europa, em vez do deslocamento para a Ucrânia. Ele também organizou a viagem do colombiano para a Romênia.

Murillo chegou a Bucareste em julho de 2024 e recebeu uma imagem de satélite. Após uma primeira tarefa de monitoramento, teria recebido imagens de instalações romenas e instruções para fotografá-las e provocar um incêndio. Ele foi preso à noite, perto de uma usina de reciclagem, depois de fazer algumas fotos.

Nos registros judiciais, Murillo afirmou que não pretendia iniciar o incêndio. Disse ainda que aceitou a proposta para se aproximar da Ucrânia e que desconhecia o real destinatário de seu trabalho. Em 2025, foi condenado a seis anos de prisão por tentativa de sabotagem.

Durante quatro meses, as ordens atribuídas a “Deus” incluíram incêndios em dois depósitos de materiais de construção na Polônia, em uma garagem de ônibus na República Tcheca e em uma usina de reciclagem na Romênia. Também houve instruções relacionadas a equipamentos destinados à Ucrânia e fabricados por uma empresa da Lituânia.

O Ministério Público da Lituânia foi, até o momento, a única autoridade a atribuir publicamente a série de ataques incendiários ao GRU, serviço de inteligência militar da Rússia. As autoridades lituanas incluíram ainda um cubano residente na Rússia em uma lista internacional de procurados.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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