São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Filhotes confirmam retorno do cateto aos campos do Uruguai

Câmeras registraram adultos com crias após a soltura de animais criados em cativeiro, iniciada em 2017.

Filhotes confirmam retorno do cateto aos campos do Uruguai

O registro de filhotes nascidos em liberdade confirmou que o cateto voltou a se reproduzir na natureza uruguaia. Câmeras instaladas no departamento de Paysandú filmaram, em maio de 2018, adultos acompanhados de crias. A espécie não era registrada no país desde 1894, segundo levantamentos citados no comunicado sobre o projeto.

A retomada começou em 2017, quando o governo uruguaio e o Bioparque M’Bopicuá soltaram aproximadamente 100 animais criados em cativeiro. A iniciativa foi conduzida em parceria com a antiga Direção Nacional de Meio Ambiente, que trabalhou por 17 anos com o bioparque, mantido por uma empresa florestal. O objetivo era recuperar espécies ameaçadas e devolvê-las ao ambiente natural.

Uma extinção restrita ao país

O desaparecimento do cateto ocorreu apenas no território uruguaio. A espécie Pecari tajacu continuou presente em países vizinhos, como o Brasil, e não deixou de existir no planeta. No Brasil, o animal também é chamado de caititu.

O cateto vive em grupos e ocupa campos, matas e áreas de transição. Ao consumir frutos, contribui para a dispersão de sementes. Também movimenta o solo ao procurar raízes, participa da ciclagem de nutrientes e serve de alimento para predadores naturais, como grandes felinos.

Monitoramento após a soltura

O nascimento das crias indica que parte dos animais conseguiu sobreviver, adaptar-se ao ambiente e se reproduzir fora do cativeiro. O trabalho técnico que registrou os animais foi apresentado em um congresso uruguaio de zoologia.

A reprodução inicial, porém, não define sozinha a estabilidade da população no longo prazo. O acompanhamento precisa considerar a sobrevivência dos animais soltos, a chegada dos filhotes à idade adulta e a diversidade genética necessária para evitar problemas de consanguinidade. A convivência com produtores rurais e a ausência de caça também estão entre os fatores de acompanhamento.

Há diferença entre os números divulgados sobre a soltura. O comunicado oficial menciona cerca de 100 exemplares, enquanto relatos mais recentes citam 140. As contagens podem corresponder a fases diferentes do processo.

A Presidência do Uruguai relaciona o projeto à estratégia nacional de biodiversidade do país. O caso mostra uma tentativa de reverter uma extinção local por meio de parceria institucional, criação em cativeiro e liberação gradual dos animais.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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