Os Estados Unidos e a Dinamarca anunciaram um acordo sobre a segurança da Groenlândia que, segundo Donald Trump, dará a Washington controle permanente sobre a ilha. O entendimento também envolve o governo groenlandês e deverá ser assinado na próxima semana, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Em publicação na Truth Social, o presidente norte-americano afirmou que nenhum adversário dos EUA poderá manter base, presença militar ou realizar investimentos sensíveis na Groenlândia sem autorização escrita dos Estados Unidos. Trump sustentou que o acordo impede esse tipo de atuação no território.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, disse que o entendimento é “em benefício de todos” e que vai garantir e reforçar a segurança da ilha. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que o texto reconhece a soberania e a integridade territorial do Reino da Dinamarca, além do direito do povo groenlandês à autodeterminação.
Frederiksen também declarou que o acordo fortalece a segurança comum no Ártico e na região do Atlântico Norte, com efeitos positivos para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e para a Europa.
Disputa sobre o Ártico
Trump passou a ameaçar repetidamente assumir o controle da Groenlândia depois de retornar à Casa Branca, em janeiro de 2025. Ele classificou o território como uma questão de segurança nacional e afirmou que China ou Rússia poderiam agir caso Washington não o fizesse. As declarações provocaram resistência na Europa e estimularam novas promessas de financiamento da União Europeia, além de maior atenção à segurança no Ártico.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou uma parceria de 200 milhões de euros com a Groenlândia, a ser investida este ano e no próximo. A Comissão Europeia também propôs destinar 530 milhões de euros ao território no orçamento de 2028-2034, citando sua importância geoestratégica crescente no Ártico.
Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos chegaram a manter 17 instalações militares e mais de 10 mil soldados na Groenlândia. Atualmente, o país opera uma base na ilha, a Pituffik Space Base, usada pela Força Espacial norte-americana para alerta de mísseis, defesa antimíssil e vigilância espacial.







