São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Tesouro avalia garantia para crédito de R$ 7 bilhões dos Correios

Operação com quatro bancos prevê juros de 114,26% do CDI, prazo de 15 anos e três anos de carência.

Tesouro avalia garantia para crédito de R$ 7 bilhões dos Correios

Os Correios solicitaram ao Tesouro Nacional uma garantia para contratar R$ 7 bilhões com Banco ABC, Citibank, Deutsche Bank e J.P. Morgan. O pedido está em análise, e a operação prevê custo de 114,26% do CDI, com prazo de 15 anos e três anos de carência.

A concessão do aval faria a União honrar os pagamentos caso a empresa não cumpra o contrato. Esse mecanismo reduz o risco para os bancos e pode diminuir o custo do financiamento. Para esse formato de operação, o limite autorizado pelo Tesouro é de 120% do CDI.

A solicitação foi apresentada na última quinta-feira (3), poucos dias depois de os Correios informarem prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre. O resultado foi levemente melhor que o registrado em igual período de 2025.

Estrutura do financiamento

A taxa prevista corresponde hoje a juros próximos a 16% do ano. O custo é inferior ao do primeiro empréstimo, de R$ 12 bilhões, contratado em dezembro de 2025 a 115,13% do CDI. O novo crédito já estava incluído no plano de reestruturação da companhia.

O contrato deverá exigir que os Correios “envidem melhores esforços” para obter um aporte de ao menos R$ 6 bilhões da União até o fim de 2027. O montante já está reservado no Orçamento. Também está prevista a quitação do crédito se a companhia for privatizada no futuro.

A empresa informou ao Tesouro que sua necessidade total de recursos caiu de R$ 20 bilhões para R$ 19 bilhões, uma redução de R$ 1 bilhão. A mudança foi atribuída à melhora da posição de caixa observada no fim do ano passado e a medidas como a renegociação e o parcelamento de dívidas acumuladas, principalmente com fornecedores.

Análise do aval

O Tesouro precisa avaliar a capacidade de pagamento dos Correios antes de decidir sobre a garantia. No ano passado, o governo flexibilizou regras para que a companhia pudesse pleitear empréstimos com base nos resultados esperados do plano de reestruturação.

Nesta etapa, a tendência é que os técnicos adotem cautela e usem o tempo necessário para examinar as informações. Após o primeiro crédito, o Tribunal de Contas da União abriu processo para apurar eventual responsabilidade de gestores do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo servidores do Tesouro, por entender que a análise de risco não teve a profundidade exigida para operações desse porte.

Os Correios afirmaram que “as condições financeiras da operação ainda estão em tratativas com as instituições envolvidas e, neste momento, não podem ser detalhadas”. A companhia disse que divulgará as informações oficiais após a conclusão das negociações. Banco ABC e Deutsche Bank não comentaram; Citibank e J.P. Morgan foram procurados na quinta (10) e não haviam se manifestado até aquele momento.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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