São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Satisfação com o trabalho sobe, mas remuneração lidera queixas, aponta FGV Ibre

Pesquisa mostra alta na satisfação profissional e percepção de proteção social ainda dividida entre trabalhadores.

Satisfação com o trabalho sobe, mas remuneração lidera queixas, aponta FGV Ibre

A satisfação com o trabalho voltou a crescer no trimestre encerrado em agosto, após quatro quedas consecutivas. Segundo a Sondagem de Mercado de Trabalho do FGV Ibre, 78,1% dos trabalhadores se declararam satisfeitos ou muito satisfeitos com a ocupação atual. A parcela de insatisfeitos ou muito insatisfeitos ficou em 7,5%.

Entre os trabalhadores insatisfeitos, a remuneração baixa permaneceu como o principal motivo apontado, com 52,5% das respostas na média encerrada em agosto. Na sequência apareceram a carga horária elevada, com 20,2%, e a saúde mental, com 13,8%. Era possível indicar mais de uma razão, portanto os percentuais não somam 100%.

A pesquisa também indicou que 60,5% consideram muito improvável ou improvável perder o principal emprego e/ou fonte de renda nos seis meses seguintes. O índice era de 59,3% no trimestre terminado em julho. Para 12,2%, a perda era provável ou muito provável, ante 12,1% em julho. Já 27,4% não souberam responder, abaixo dos 28,6% registrados anteriormente.

Proteção social

A percepção sobre a rede de proteção em caso de perda do emprego ou da principal fonte de renda permaneceu distribuída entre os entrevistados. No trimestre encerrado em agosto, 39,9% disseram se sentir muito desprotegidos; 29,7%, parcialmente desprotegidos; e 30,4%, protegidos.

Em julho, esses grupos correspondiam, respectivamente, a 39,0%, 31,8% e 29,1%. Assim, aumentaram as parcelas dos que se sentiam muito desprotegidos e protegidos, enquanto diminuiu a proporção dos parcialmente desprotegidos.

Quando questionados sobre o acesso a programas do governo ou benefícios sociais em caso de perda do emprego e/ou da principal fonte de renda, 45,9% responderam que teriam acesso e 54,1% disseram que não. Em julho, os percentuais eram de 45,3% e 54,7%.

Para Rodolpho Tobler, superintendente adjunto do FGV Ibre, os dados indicam que o mercado de trabalho continua resiliente, embora haja sinais de desaceleração. “Esse resultado reforça a sinalização sobre o mercado de trabalho atual”, afirmou em comunicado.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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