Renan Santos defendeu o início de um debate sobre uma nova Constituição como resposta ao que classificou como o fim da institucionalidade brasileira. O candidato do Missão afirmou que a discussão não precisa resultar imediatamente na elaboração de um novo texto, mas deve começar agora.
A declaração ocorre em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada ao Banco Master. Nesta quinta-feira (3), Alexandre de Moraes pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, a abertura de investigação contra André Mendonça. Na quarta (2), Mendonça havia retirado o sigilo de parte da investigação sobre o banco, incluindo conversas de Daniel Vorcaro com um número atribuído a Moraes.
Fachin determinou prazo de cinco dias para que Moraes, Mendonça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) prestem esclarecimentos sobre as investigações ligadas ao Master e sobre a crise no STF.
Renan criticou o uso do inquérito das Fake News por Moraes para pedir a investigação de Mendonça. Segundo ele, a apuração se prolonga há mais de sete anos e não tem prazo final definido. O candidato também afirmou que Moraes poderia incluir ou retirar pessoas do inquérito conforme sua vontade, com o objetivo de puni-las.
Renan ainda defendeu que o próximo presidente deixe de reconhecer decisões de Moraes e Dias Toffoli. Para ele, as decisões dos dois ministros deveriam ser consideradas nulas, sob a alegação de que protegeriam Daniel Vorcaro e estariam relacionadas ao Caso Master. O candidato também disse que o pacto constitucional de 1988 chegou ao fim.







