BRASÍLIA — A participação de Romeu Zema em um ato contra Alexandre de Moraes foi acompanhada por um conflito entre apoiadores do presidenciável e aliados de Flávio Bolsonaro. Enquanto o governador falava, um trio elétrico tocava um jingle da campanha do senador, o que irritou os aliados do ex-governador.
Zema esteve na manifestação ao lado de parlamentares bolsonaristas e defendeu uma investigação ampla sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidenciável afirmou haver “laranjas podres” na Corte.
O protesto ocorreu em frente ao Congresso, local mais próximo do STF ao qual os manifestantes conseguem chegar durante a sessão extraordinária que analisa a abertura de uma investigação contra Moraes. O pedido foi apresentado pelo ministro André Mendonça após a divulgação de detalhes de um relatório com mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Entre os elementos levados ao ato estavam uma montanha de dinheiro feita de papelão, um desenho de Moraes representado como preso e referências ao Banco Master. Cartazes também mencionavam os R$ 131 milhões do contrato entre o banco e a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.
Uma bandeira gigante reproduzia a imagem de Moraes preso. Em frente ao Congresso, uma faixa usava o termo “fora Moraster” e o símbolo do banco associado a Vorcaro, em um trocadilho com o nome do ministro e o da instituição.







