SÃO PAULO — O deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a produtora Karina Gama, alvos da operação Make Up, foram proibidos de deixar o Brasil sem autorização prévia. Por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), os dois também não podem se comunicar entre si.
As medidas cautelares alcançam outras 27 pessoas investigadas. A Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal. Durante a operação, foram encontradas armas com Mário Frias. O endereço do armamento, porém, é diferente do local indicado no registro.
A apuração trata do financiamento do filme Dark Horse e de um suposto desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. Os valores foram repassados, por meio de termo de fomento, a uma organização da sociedade civil.
O que a investigação apura
Segundo a Polícia Federal, os investigadores examinam a possível atuação de uma organização criminosa composta por agentes públicos e privados. O grupo seria suspeito de direcionar os recursos para empresas subcontratadas de maneira irregular, sem comprovação da prestação dos serviços contratados.
As tentativas de dissimular os supostos desvios teriam continuado até julho deste ano. Levantamentos financeiros da PF identificaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas incluídas na investigação.
Os crimes sob apuração são peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. Em agosto, Flávio Dino havia autorizado o compartilhamento, com a PF, de dados apreendidos pela Polícia Civil paulista na operação Wi-Fi, que teve Karina Gama como alvo.







