São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Brasil

Vigilância do DF interdita 125 estabelecimentos de estética em 2026

Fiscalização aponta recorde de interdições e orienta consumidores sobre procedimentos invasivos e produtos regularizados.

Vigilância do DF interdita 125 estabelecimentos de estética em 2026

A Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (DIVISA) interditou 125 estabelecimentos desde o início deste ano, entre salões de beleza e clínicas de estética. De acordo com o órgão, trata-se do maior número de interdições já registrado no DF.

O caso da professora Lidiane Gomes de Souza Alves, que morreu após receber uma injeção contra queda capilar em um salão de beleza de Ceilândia (DF), evidenciou os riscos de procedimentos estéticos realizados em locais sem regularização.

Em 2024, a Vigilância Sanitária fiscalizou 443 clínicas e interditou 18. O texto informa que, em três anos, o número de interdições aumentou 594%. Em 2026, a Ouvidoria recebeu 149 manifestações sobre o tema. Taguatinga, Guará, Águas Claras, a região central e Ceilândia concentram o maior número de ocorrências.

Apesar das 125 interdições, somente oito por cento dos estabelecimentos permanecem fechados. Os outros 92 por cento pagaram a taxa de desinterdição e retomaram as atividades.

A diretora da Vigilância Sanitária do DF, Márcia Olivé, afirma que procedimentos que perfuram a pele devem ser realizados em clínicas classificadas como de alto risco. Salões de beleza, classificados como estabelecimentos de risco médio, estão autorizados a oferecer serviços básicos, como corte, tintura, manicure e pedicure. Aplicações, agulhamento, botox, preenchimento e uso de enzimas são considerados procedimentos invasivos e não devem ser feitos nesses locais.

A biomédica Melissa Brum orienta que o consumidor confira lote, etiqueta, marca e registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Essas informações devem constar no prontuário do paciente, e a regularização pode ser consultada no site da vigilância sanitária.

O advogado Diego Rodrigo afirma que a responsabilidade por danos pode alcançar o profissional e a clínica. Além de indenizações, irregularidades podem levar a medidas administrativas e criminais, conforme o caso.

Denúncias podem ser feitas anonimamente à Ouvidoria-Geral do Distrito Federal pelo telefone 162 ou pela plataforma Participa DF. As informações auxiliam a fiscalização e podem resultar em inspeções e outras medidas sanitárias.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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