São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Promotoria concentra casos de violência doméstica em Santa Cruz do Sul

Órgão especializado atua desde 2023 na denúncia de crimes, fiscalização de medidas protetivas e garantia de serviços às vítimas.

Promotoria concentra casos de violência doméstica em Santa Cruz do Sul

A Promotoria de Justiça Especializada de Combate à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher reúne os casos relacionados a esse tipo de violência na comarca de Santa Cruz do Sul. O órgão atende também Gramado Xavier, Herveiras, Passo do Sobrado e Sinimbu, a partir da unidade localizada na Rua Venâncio Aires, 959, no Centro.

A especialização do Ministério Público ocorreu após o Poder Judiciário e a própria instituição identificarem a necessidade de concentrar a atuação nos crimes e demais demandas previstas pela Lei Maria da Penha. Em 2023, foi criada em Santa Cruz do Sul a Vara da Violência Doméstica. Depois, o Ministério Público adotou a mesma estrutura especializada.

Para o promotor titular Flávio Eduardo de Lima Passos, a concentração dos processos permite acelerar a resposta às vítimas. “Criando esse lugar específico, a resposta é muito mais rápida”, afirmou.

Atuação nos processos

O Ministério Público recebe os inquéritos encaminhados pela Polícia Civil quando há investigação de violência doméstica. Ao identificar indícios de autoria e materialidade, oferece a denúncia ao Judiciário, dando início ao processo criminal.

Entre os casos acompanhados estão acusações de descumprimento de medida protetiva, lesões corporais, ameaças e vias de fato. Os procedimentos podem ser arquivados, mas, conforme o promotor, em geral os investigados são denunciados e passam a responder criminalmente.

As vítimas podem solicitar medidas protetivas diretamente ao Ministério Público, embora o pedido também possa ser feito na Defensoria Pública ou na delegacia. Depois que a medida é deferida pelo juiz, o Ministério Público é intimado e passa a fiscalizar seu cumprimento.

Em caso de violação, a Polícia Militar atua na proteção imediata da vítima, enquanto o Ministério Público avalia as providências contra o agressor. O descumprimento de medida protetiva é crime previsto na Lei Maria da Penha.

O promotor também ressaltou que o combate à violência doméstica depende da integração entre os órgãos envolvidos. A Promotoria fiscaliza se a rede de atendimento garante às vítimas os serviços previstos em lei, como assistência psicológica e apoio da assistência social. Quando há dificuldade de acesso, cabe ao órgão verificar a razão da negativa ou omissão e buscar as providências necessárias.

O feminicídio, embora possa resultar de uma situação de violência doméstica, não é julgado pelo Juízo da Violência Doméstica. Por ser uma forma de homicídio doloso, o crime é de competência do Tribunal do Júri e, em Santa Cruz do Sul, fica sob responsabilidade da 1º Promotoria de Justiça Criminal.

Segundo Flávio Eduardo de Lima Passos, a comunicação direta entre os órgãos da rede permite encaminhar demandas com mais rapidez. “Conseguimos resolver algumas questões por telefone”, disse.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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