A distribuição de recursos eleitorais no PL do Distrito Federal provoca questionamentos entre candidatas da legenda. Mulheres relataram receber, em média, R$ 40 mil, enquanto candidatos homens em primeira eleição obtiveram valores entre R$ 100 mil e R$ 360 mil.
Os dados da Justiça Eleitoral indicam que as candidatas receberam cerca de 30% do valor destinado aos postulantes homens. Entre os nomes citados com repasses de R$ 40 mil estão Ana da Silva, Carol Kalil, Kellen Guerra e Luiza.
A diferença também aparece na comparação entre candidatos que já ocupam mandato e aqueles que disputam a primeira eleição. Os deputados distritais Roosevelt Vilela, Joaquim Roriz Neto e João Cardoso receberam os maiores valores, que começam em R$ 270 mil e podem passar de R$ 360 mil.
Entre os homens sem mandato, Alessandro Paiva, Evandro, Marcelo Isidoro e Rodrigo Dantas aparecem com R$ 360 mil. André Kubitschek, Caixeta e Victor Jansen receberam valores entre R$ 100 mil e R$ 300 mil.
Contestação da direção
Presidido pela deputada federal e candidata ao Senado Federal Bia Kicis, o PL-DF afirma apoiar a participação feminina. A chapa majoritária do partido é formada por Bia Kicis e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ambas candidatas ao Senado.
Em nota, Bia Kicis negou que exista desprestígio às mulheres e afirmou ter aberto mão de recursos da própria campanha para apoiar candidatas a deputadas distritais e federais. “Não há qualquer desprestígio às mulheres no PL-DF”, disse.
A presidente também afirmou que o suporte oferecido pelo partido inclui material de campanha, apoio jurídico, equipes para ações de rua e outras estruturas. “Ninguém no PL-DF ficou sem receber recursos do partido”, declarou.
Segundo a dirigente, a distribuição considera critérios eleitorais, potencial de votos e a situação de cada candidatura. Ela citou a própria campanha de 2018, quando foi eleita deputada federal pela primeira vez, para afirmar que conhece os efeitos de uma disputa com recursos limitados.
As candidatas, porém, questionam a diferença entre os valores. Uma delas afirmou que não entende por que mulheres recebem R$ 40 mil enquanto homens chegam a R$ 360 mil e classificou a situação como injusta. O partido também divulgou um projeto nacional para apoiar e eleger mais mulheres, mas as candidatas afirmam que esse apoio não chega de maneira igual dentro da legenda.








