Cerca de 100 estudantes de instituições de ensino de Candelária apresentaram 25 projetos na 2ª Mostra Científica Municipal INOVAmente, realizada na manhã dessa quarta-feira, 9. Os trabalhos abordaram inovação, sustentabilidade, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), desafios contemporâneos e os temas de mudanças do clima e proteção da biodiversidade previstos na lei 14.926/2024.
A iniciativa foi organizada para aproximar a comunidade das produções desenvolvidas nas escolas e valorizar a criatividade dos alunos, afirmou Maiara Priscilla de Souza, secretária municipal de Educação e Desporto de Candelária. “Depois de 20 anos sem realizar mostra científica, no ano passado tivemos a primeira exposição municipal. Este ano sonhamos maior e ela expandiu”, disse.
A abertura teve uma apresentação da Escola Municipal de Ensino Fundamental São João Batista de La Salle. Quinze estudantes encenaram a peça “Quando a ponte caiu, a união reconstruiu”, que relembrou a enchente de 2024 na localidade. O cenário foi feito com materiais reciclados, e a narrativa destacou a mobilização de moradores durante o episódio.
A professora Ana Luis Martins desenvolveu a proposta com Tânia Rodrigues e Bruna Domann. Segundo Ana, a apresentação tratou de cooperação, cooperativismo e da questão ambiental enfrentada pelo estado.
Projetos apresentados
Alunas da Escola Estadual de Ensino Fundamental Eveline Fonseca de Oliveira criaram bolsas térmicas a partir do reaproveitamento de isopor e tecido jeans. A proposta relaciona economia circular e consumo consciente. Laura Figueiredo, 15, afirmou que o grupo buscou desenvolver um produto útil e dar novo destino a materiais descartados de forma inadequada.
Estudantes do Colégio Nossa Senhora Medianeira pesquisaram o preparo da população para possíveis novas inundações em Candelária. O formulário foi respondido por 138 pessoas. Entre os participantes, 74,6% demonstraram preocupação com eventos climáticos extremos, enquanto 60,9% consideraram que a cidade não está preparada para novos desastres.
O trabalho também resultou em um site com os dados coletados e em um manual sobre enchentes, com informações de utilidade pública, explicou Guilherme Goecks Mueller, 17.
Na categoria Anos Finais, a EMEF Francisco Hubner Filho ficou em primeiro lugar, seguida pela EMEF Adão Jaime Porto e pela EMEF Percílio Joaquim da Silveira. No Ensino Médio, o primeiro prêmio foi para a EEEM Prof. Fábio Nackpar dos Santos; a EEEM Guia Lopes ficou em segundo, e o Colégio Nossa Senhora Medianeira, em terceiro.







