São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Brasil

IBGE aponta desigualdades em educação, moradia e política para pessoas com deficiência

Dados do Censo 2022 mostram maiores taxas de analfabetismo e menor acesso a saneamento, internet e representação política.

IBGE aponta desigualdades em educação, moradia e política para pessoas com deficiência

Pessoas com deficiência enfrentam taxas mais altas de analfabetismo, menor acesso a serviços e equipamentos nos domicílios e baixa representação política, segundo informativo divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (18). O estudo reúne dados do Censo Demográfico e de outras pesquisas e foi publicado às vésperas do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro.

Educação e condições de moradia

Em 2022, o analfabetismo alcançava 12,2% dos jovens de 15 a 29 anos com deficiência, ante 1% entre aqueles sem deficiência. A diferença também aparecia nas faixas de 30 a 39 anos, com índices de 13,5% e 2%, respectivamente; de 40 a 49 anos, com 15% e 4,8%; de 50 a 59 anos, com 18% e 7,9%; e entre pessoas de 60 anos ou mais, com 27,9% e 14,4%.

Nas taxas gerais, os percentuais eram de 21,3% para pessoas com deficiência e 5,2% para as demais. O IBGE considera analfabetas as pessoas de 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever um bilhete simples. O Censo contabilizou 14,4 milhões de habitantes de dois anos ou mais com deficiência, equivalentes a 7,3% da população nessa faixa etária.

O acesso a serviços básicos também era menor. Em 2022, 56,6% das pessoas com deficiência viviam em lares com acesso simultâneo à rede geral de água, à coleta de lixo e à rede de esgoto ou fossa séptica, contra 60,2% da população sem deficiência. A presença de máquina de lavar alcançava 60,4% e 68,9%, respectivamente.

A internet estava disponível nos domicílios de 78,9% dos moradores com deficiência, ante 90,2% dos demais. Para o pesquisador Leonardo Athias, do IBGE, a conexão é relevante para o acesso à educação, ao trabalho e ao governo eletrônico. Obstáculos nas calçadas atingiam 67,4% dos moradores com deficiência, enquanto apenas 12,9% tinham rampas para cadeirantes no entorno. Entre os demais moradores, os índices eram de 65,2% e 15,4%.

Famílias e participação política

Em 2022, 30,1% das crianças e dos adolescentes de 2 a 17 anos com deficiência viviam apenas com a mãe ou a madrasta, sem o pai ou o padrasto. Entre aqueles sem deficiência, a proporção era de 21,5%. Nos lares abaixo da linha de pobreza, o percentual chegava a 35,1%.

O nível de ocupação das mulheres que moravam em domicílios com crianças com deficiência era de 43,1%, 12,1 pontos percentuais abaixo dos 55,2% registrados entre mulheres em lares com crianças sem deficiência. O estudo adota a linha de pobreza de US$ 8,30 por dia de rendimento domiciliar per capita, equivalente a cerca de R$ 770 mensais.

Dados do TSE analisados pelo IBGE mostram que o número de vereadores eleitos com deficiência caiu de 522 em 2020 para 391 em 2024, uma redução de 25,1%. Entre os prefeitos, o total passou de 56 para 24, queda de 57,1%.

Nas Assembleias Legislativas e na Câmara dos Deputados, o instituto registrou, em 2022, dois deputados estaduais, uma deputada estadual, um deputado federal e uma deputada federal eleitos com deficiência. O informativo também apontou menor proporção de pessoas com deficiência vivendo em união: 52,5% entre 18 e 59 anos e 45,2% entre pessoas de 60 anos ou mais, ante 59,8% e 57,6% na população sem deficiência.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5