BRASÍLIA — A ausência da governadora Celina Leão no debate da Globo, na noite de terça-feira, reduziu o confronto entre os candidatos ao governo. Os adversários repetiram propostas de campanha e apresentaram novas críticas à administração.
Ricardo Cappelli, candidato do PSB, prometeu demitir os 27 mil ocupantes de cargos comissionados no início de um eventual governo. Para ele, os funcionários seriam “apenas cabos eleitorais”. Leandro Grass, do PT, afirmou que Celina depositou R$ 120 milhões “do orçamento da saúde” no BRB, banco público do governo brasiliense.
Paula Belmonte busca espaço fora da polarização
Paula Belmonte, candidata da federação PSDB-Cidadania, passou a se apresentar como alternativa à governadora e à esquerda petista. No debate da TV Globo, nesta terça-feira, 29, repetiu que o eleitor interessado em mudança não precisaria escolher entre os dois lados.
“Nem PT, nem Celina”, disse Paula. Ela também afirmou: “Chega de PT, chega desse governo Ibaneis e Celina Leão”. Ao responder a Leandro Grass, declarou que teria melhores condições para enfrentar Celina em um eventual segundo turno: “Eu sou a única candidata que tenho condições de vencer essa mulher”.
Nesta quarta-feira, 30, Paula passou a pedir apoio aos eleitores do ex-governador José Roberto Arruda. Em mensagens com fotos dos dois, afirmou que “o segundo turno precisa dos votos de todos nós”. Também anunciou que seu primeiro ato, se eleita, seria implementar o Gabinete de Combate à Corrupção, Prevenção e Transparência, sob responsabilidade do candidato a vice-governador, juiz Everardo Ribeiro.
Agnelo cobra comparação de governos
O ex-governador Agnelo Queiroz disse ser alvo de acusações de Celina Leão e afirmou que a adversária tenta ampliar a rejeição a Leandro Grass. Nas redes sociais, acusou a chapa governista de usar o oportunismo eleitoral para desviar a atenção de falhas administrativas.
Candidato a deputado federal, Agnelo desafiou a gestão Ibaneis-Celina a comparar entregas e legados. Entre as realizações que citou estão a construção do Hospital da Criança de Brasília e a admissão de 36 mil servidores públicos sob o regime jurídico próprio.








